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NEUZA SILVA NOS QUARTOS-DE-FINAL 07-02-2008


BICAMPEÃ NACIONAL BATEU A ALEMÃ ANNA ZAJA E DEEFRONTA PARCEIRA DE PARES

Neuza Silva qualificou-se hoje (quarta-feira) para os quartos-de-final do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports de Pedro Frazão está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

A bicampeã nacional, classificada no 192º posto do ‘ranking’ mundial, derrotou por 6-3 e 6-1 a alemã Anna Zaja, uma jovem de 16 anos que nem está classificada na hierarquia do WTA Tour e só entrou no quadro principal depois de ter passado pela fase de qualificação.

O encontro teve a duração de 61 minutos e Neuza Silva só teve alguma oposição «no início do encontro, porque ela tem um primeiro serviço forte e praticamente estava a meter só primeiras bolas». Recorrendo à táctica correcta diante de uma jogadora alta (1,85 metros) e com fraca mobilidade, a nº1 nacional acabou por exibir-se ainda mais à vontade do que na primeira ronda: «Como estava muito vento, optei por serviços em ‘slice’. Dessa forma, consegui elevar a percentagem de primeiros serviços e reparei que era um efeito que ela não gostava porque a bola ia-lhe dirigida para o corpo e ela demorava a reagir». Outro aspecto táctico importante foi «o ‘slice’ de esquerda com ressalto baixo, sempre importante frente a adversárias altas».

Amanhã (sexta-feira), nos quartos-de-final, Neuza Silva, a primeira cabeça-de-série, irá medir forças com a sua parceira de pares desta semana, a holandesa Danielle Harmsen, que hoje beneficiou da desistência da sétima cabeça-de-série, a sérvia Ana Timotic, lesionada num ombro, quando já vencia por 5-2. Será o segundo encontro das 11:00 horas no ‘court’ central, isto é, deverá começar por volta das 13:00 horas.

André Lopes, o treinador que está em Vale do Lobo a acompanhar o grupo de competição de Sassoeiros, onde se inclui Neuza Silva, diz que «a Neuza ainda não foi verdadeiramente testada neste Vale do Lobo Ladies Open». O seu primeiro teste poderá vir já nestes quartos-de-final. É certo que Danielle Harmsen veio da fase de qualificação e aparece apenas no 688º posto do ‘ranking’ mundial, mas a portuguesa de Setúbal recorda-se do «difícil que foi derrotá-la em Portimão no ano passado». Foi logo na primeira ronda do Portimão Tivoli Arade Ladies Open de 2007 que Neuza Silva bateu a dinamarquesa por 6-2, 5-7 e 7-6 (12/10), tendo salvo cinco ‘match-points’ pelo caminho.

Neuza Silva e Danielle Harmsen constituem equipa segunda cabeça-de-série do torneio de pares e jogam ainda hoje os quartos-de-final perante as italianas Elisa Balsamo e Elena Pioppo, depois de na primeira ronda se terem imposto à arménia Liuodmila Nikoian e à russa Inna Sokolova por 6-4 e 6-4.

Autor: Hugo Ribeiro




NEUZA SILVA NOS OITAVOS-DE-FINAL 06-02-2008


BICAMPEÃ NACIONAL É A ÚNICA PORTUGUESA EM PROVA NO TORNEIO DE SINGULARES, APÓS DERROTAS DE CATARINA FERREIRA E JOANA PANGAIO

Neuza Silva qualificou-se hoje (quarta-feira) para os oitavos-de-final do Vale do Lobo Ladies Open. Catarina Ferreira esteve quase a fazer-lhe companhia na segunda ronda pois chegou a dispor de um ‘match-point’, mas acabou, tal como Joana Pangaio, eliminada deste torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports de Pedro Frazão está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

A bicampeã nacional Neuza Silva, classificada no 192º posto do ‘ranking’ mundial, derrotou a espanhola Melisa Cabrera-Handt, a 654ª tenista do WTA Tour, por 6-3 e 6-4, ao cabo de uma hora e 46 minutos.

A vice-campeã nacional de 2006 Catarina Ferreira, classificada no 460º posto do ‘ranking’ mundial, foi derrotada pela russa Nina Bratchikova, a 311ª tenista do WTA Tour, por 2-6, 7-5 e 6-3, após uma “maratona” de duas horas e 39 minutos.

A vice-campeã nacional de juniores de 2005 Joana Pangaio perdeu em uma hora e 33 minutos, pelos parciais de 6-4 e 6-2, diante da alemã Anna Zaja, uma jovem de apenas 16 anos que, tal como a portuguesa, de 20, não está classificada no ‘ranking’ mundial de singulares e teve de passar pela fase de qualificação para aceder ao quadro principal.

Neuza Silva é, assim, a única portuguesa ainda em prova no torneio de singulares do Vale do Lobo Ladies Open. A “pupila” de Paulo Lucas irá jogar amanhã, nos oitavos-de-final, com a mesma Anna Zaja que eliminou Pangaio, no segundo encontro das 10:30 horas do ‘court’ central, ou seja, por volta do meio-dia.

DECLARAÇÕES

«No início do encontro senti medo da lesão nos adutores e isso afectou-me um pouco a movimentação, mas com o decorrer no encontro soltei-me mais, senti que já joguei melhor no segundo ‘set’ e decidi que vou jogar todo o torneio com a coxa elástica na perna», disse Neuza Silva, a primeira cabeça-de-série deste Vale do Lobo Ladies Open, para o qual recebeu um ‘wild card’ por não se ter inscrito a tempo na prova.

«Já tinha defrontado esta espanhola, uma canhota com um ténis muito bonito, e tinha-lhe ganho em Vigo (6-3 e 6-1, no ‘qualifying’, em 2006) onde o piso era mais rápido e favorecia-me. Em Vale do Lobo os ‘hardcourts’ são mais lentos e foi mais difícil batê-la», acrescentou a nº1 nacional.

Catarina Ferreira chegou a dispor de um ‘match-point’ quando liderava o segundo ‘set’ por 5-2, mas a adversária, cotada como segunda cabeça-de-série do Vale do Lobo Ladies Open, efectuou um bom serviço e concluiu o ponto com uma esquerda muito cruzada. «A partir do momento em que ela salvou aquele ‘match-point’, senti que a sua confiança cresceu e, de repente, deixou de falhar tanto como vinha fazendo», disse a “pupila” de João Cunha e Silva, que terminou os estudos universitários em Gestão de Empresas há dois anos e que, desde então, tem apostado numa carreira profissional no ténis.

Catarina Ferreira conhecia bem a sua adversária de hoje – trata-se de uma das russas que integram o grupo de trabalho liderado pelo treinador Paulo Lucas em Sassoeiros, entre as quais a bicampeã nacional Neuza Silva – e admite que «teria sido uma boa vitória», mas ficou, apesar de tudo, com boas indicações para os próximos torneios em Montechoro e Portimão, uma vez que surgiu em Vale do Lobo com uma aceleração de bola superior ao que era habitual no seu jogo: «Treinei muito esse aspecto na pré-temporada com o Cunha e Silva e sinto que a minha bola está a andar mais».

Joana Pangaio também teve algumas hipóteses de passar esta primeira ronda: «liderei por 4-2 no primeiro ‘set’ e quem sabe o que poderia ter-se passado se tivesse ganho esse primeiro ‘set’, uma vez que ela não pareceu ser muito sólida em termos mentais».

No segundo ‘set’, a antiga campeã nacional de sub-14 (2001) optou por «variar mais o jogo e subir mais à rede, o que a confundiu bastante». Até aos 2-2 da segunda partida, a “pupila” de Ana Nogueira pareceu estar por cima mas, de repente, a 30-0 desse quinto jogo, o seu primeiro serviço desapareceu e com ele a torrente ofensiva do seu jogo. Diante de uma adversária 15 centímetros mais alta, Joana Pangaio fez o papel de Martina Hingis frente a Lindsay Davenport, isto é, tinha de apostar na estratégia de jogo para contrariar a potência da germânica, mas confessa que «talvez tenha errado por às vezes pensar demasiado na táctica de jogo»

Autor: Hugo Ribeiro




NEUZA SILVA À ÚLTIMA HORA 05-02-2008


A BICAMPEÃ NACIONAL TENTA TORNAR-SE NA PRIMEIRA PORTUGUESA A VENCER O TORNEIO DA PREMIER SPORTS QUE ABRE A ÉPOCA DE EVENTOS NACIONAIS A CONTAR PARA O RANKING MUNDIAL

Neuza Silva é a primeira cabeça-de-série do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, cujo quadro principal arrancou hoje (terça-feira) na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve, sob a organização da Premier Sports.

A bicampeã nacional não tinha previsto a sua participação no torneio que abre a época internacional feminina em Portugal, mas decidiu à última hora solicitar um ‘wild card’ aos directores de torneio (Paulo Oliveira e Pedro Frazão), que acederam ao seu pedido.

«Vim da Fed Cup (selecção nacional) lesionada nos adutores mas tenho feito tratamentos diários e estou a sentir-me melhor», disse Neuza Silva, que no ano passado ganhou em Portimão um destes tradicionais três torneios internacionais femininos de Fevereiro e que tenta tornar-se na primeira portuguesa a vencer o Vale do Lobo Ladies Open, criado em 1999.

«Cheguei a inscrever-me nos torneios de Montechoro e de Portimão, mas depois desisti porque vou antes jogar torneios de 25 mil dólares em Estocolmo (Suécia) e Capriolo (Itália) nas próximas duas semanas. Mas como verifiquei que estava de novo capaz de jogar e que em Lisboa não tinha parceiras de treino, pois o grupo de competição de Sassoeiros está todo aquí, em Vale do Lobo, optei por pedir um convite para jogar esta semana. Sempre me dá mais rodagem, há prémios monetários em jogo e posso, ao mesmo tempo, prosseguir os tratamentos com o massagista do torneio (Marco Pedro)», acrescentou a nº1 nacional.

Neuza Silva chegou ontem (segunda-feira) ao Algarve e só joga amanhã (quarta-feira), frente à espanhola Melia Cabrera-Handt, no segundo encontro das 10:30 horas, ou seja, deverá arrancar por volta das 12:0 horas. O quadro principal contempla mais duas tenistas portuguesas: Catarina Ferreira, que entrou directamente, e Joana Pangaio, oriunda da fase de qualificação. Catarina Ferreira joga depois de Neuza Silva diante da russa Nina Bratchikova, terminando a jornada com o embate entre Joana Pangaio e a alemã Anna Zaja.

Joana Pangaio foi a única das 11 portuguesas inscritas na fase de qualificação a apurar-se para o quadro principal. Num duríssimo ‘qualifying’ de 128 participantes, foi necessário ultrapassar quatro rondas e a “pupila” de Ana Nogueira bateu sucessivamente a estoniana Barbara Kvelstein (6-4, 6-1), a ucraniana Lyudmyla Kichenok (7-5, 6-3), a russa Alla Aleksandrova (6-4, 4-6, 6-2) e a ucraniana Julia Goloborodko (1-0 e desistência).

Foi a segunda vez, nos últimos três anos que Joana Pangaio passou o ‘qualifying’ do Vale do Lobo Ladies Open, depois de, em 2006, ter mesmo atingido os quartos-de-final do quadro principal. «Só pode ser uma questão de sorte. É certo que gosto deste clube e destes ‘courts’, mas também me sinto bem em Montechoro onde já por duas vezes só fui eliminada na última ronda da fase de qualificação. Por outro lado, pensando melhor, poderá ser por se tratar do primeiro torneio do ano. Chego mais fresca. Esta série de três torneios é desgastante porque as qualificações são muito longas, com muitas rondas», disse a jovem de 20 anos, que, entretanto, já está nos quartos-de-final de pares. Pangaio e Carla Caetano receberam um ‘wild card’ para o quadro principal de pares e justificaram o convite com um triunfo hoje obtido sobre a também portuguesa Kátia Rodrigues e a inglesa Margot Carter por 6-1 e 6-3.

CARREIRA AO SERVIÇO DO TÉNIS

Pedro Frazão tem-se revelado um dos mais dinâmicos promotores de ténis em Portugal nos últimos anos. O proprietário da Premier Sports é o organizador, promotor e director de torneio do Vale do Lobo Grand Champions Caixa Geral de Depósitos (o único torneio português inserido no Circuito Mundial de Veteranos).

O Vale do Lobo Grand Champions Caixa Geral de Depósitos, fundado em 2001, é a sua autêntica jóia da coroa e ganhou, por direito próprio, o estatuto de principal evento desportivo-social do Verão Algarvio, sendo considerado pelo antigo nº1 mundial Marcelo Rios o melhor torneio do ATP Tour of Champions.

Em 2007 nasceu a Premier Sports Brasil que levou para o América do Sul o ATP Tour of Champions, organizando em São Paulo a primeira edição do Nossa Caixa Grand Champions Brasil, um torneio que voltará a realizar-se em 2008. O antigo nº1 mundial Bjorn Borg gostou tanto do evento que prometeu voltar este ano.

Em 2004, Pedro Frazão criou a SEAT Sports Beach Cup, que inclui o Open de Portugal de Ténis de Praia, em parceria com a FPT, colocando-se na vanguarda de um movimento liderado pela Federação Internacional de Ténis, no sentido de institucionalizar um Circuito Mundial de Ténis de Praia, projecto que vai arrancar, finalmente, em 2008.

A Premier Sports, foi seleccionada para organizar alguns eventos do Laureus World Sports Awards (os Óscares do Desporto) em 2005, bem como para realizar eventos desportivos em Angola.

Em Portugal, Pedro Frazão é ainda responsável pelo Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional de ténis feminino de 10 mil dólares, nascido em 1999, depois de, no passado, também ter realizado etapas de circuitos satélites masculinos, a primeira das quais em 1994.

A Premier Sports promove torneios juvenis de ténis no Algarve, incluindo o Campeonato Nacional de sub-12 em 2007 e o Campeonato Nacional de Ténis de Praia em 2006, sempre com o apoio da FPT. Nos últimos quatro anos, esta empresa organizou o Campeonato Nacional de Veteranos e, nos últimos três anos, o Campeonato da Europa de Veteranos por equipas. Ambas as provas voltarão a Vale do Lobo em 2008.

Pedro Frazão detém uma participação importante do capital do Montechoro Sports & Leisure Club, que organiza o Albufeira Ladies Open, outro torneio internacional de ténis feminino de 10 mil dólares, tendo, também, promovido um torneio internacional de ténis masculino de 10 mil dólares, entretanto extinto. O Montechoro Sports & Leisure Club explora as infra-estruturas desportivas do Hotel Montechoro.

Na área da formação, Pedro Frazão organizou o Congresso Nacional de Ténis de 2004, em colaboração com a FPT; o Simpósio Mundial de Treinadores de Ténis de 2003, sob a égide da Federação Internacional de Ténis; e um dos módulos de formação do Registro Profissional de Ténis em 2002. No sector da divulgação do ténis, a Premier Sports produziu e comercializou o “Nostalgia Ténis”, um programa de rádio, bidiário, integrado na grelha da extinta Rádio Nostalgia. Em 2005 fundou “A Bola do Ténis”, um suplemento mensal de ténis publicado pelo jornal diário desportivo A Bola, uma iniciativa que teve a duração de um ano. Possui igualmente um ‘site’ institucional na Internet com ‘links’ para todas as suas provas em Portugal e no Brasil (www.premier-sports.org).

Pedro Frazão tem ainda a concessão da Vale do Lobo Tennis Academy e do Vilamouraténis. No capítulo do fomento, a Premier Sports realiza, há quatro anos, a Tenismania, um programa que tem introduzido o ténis em escolas secundárias algarvias. Finalmente, no que diz respeito ao dirigismo desportivo, Pedro Frazão é, actualmente, vice-presidente da Associação de Ténis do Algarve.

Um torneio como o Vale do Lobo Ladies Open não gera receitas como, por exemplo, o Vale do Lobo Grand Champions Caixa Geral de Depósitos, mas, para Pedro Frazão, trata-se de uma iniciativa importante «para a dinamização do ténis na região numa época turística baixa e para o desenvolvimento do ténis feminino em Portugal, como se pode ver pelo facto de, só na fase de qualificação, termos todos os anos mais de uma dezena de tenistas nacionais».

Autor: Hugo Ribeiro


11/02/2007
Liana Ungur a primeira Bicampeã

Liana Ungur tornou-se na primeira bicampeã do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que hoje (Domingo) terminou na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve, sob a organização da Premier Sports.

A romena que completou 22 anos no passado mês de Janeiro derrotou na final a ‘qualifyer’ russa Evgenia Linetskaya por 7-6 (7/4) e 6-2, ao cabo de duas horas e quatro minutos de jogo. Liana Ungur arrecadou um prémio de 1.254 euros (915 depois de pagos os impostos).
A taça de campeã foi-lhe entregue por Diogo Gaspar Ferreira, o CEO de Vale do Lobo, e Pedro Frazão, o Presidente da Premier Sports.

«Este título foi mais importante para mim do que o outro, porque foi mais difícil.
O torneio estava mais forte, com jogadoras de melhor nível e senti que foi preciso ter melhorado o meu ténis nos últimos meses para ser capaz de regressar hoje às vitórias internacionais», disse Liana Ungur, que, quando venceu o Vale do Lobo Ladies Open em 2004 ainda jogava sob o nome de solteira de Liana Balaci.

«A Evgenia Linestkaya é muito boa jogadora, mas acho que eu estava mais motivada hoje e isso fez a diferença. O meu treinador só me disse, antes da final, para jogar com o coração e depois das dificuldades que passei no ano passado, com duas cirurgias, regressei à competição com outra atitude. Treinei muito, procuro ser mais séria no trabalho que faço e já sei como jogar os pontos importantes», acrescentou Liana Ungur, que passou a ter Vale do Lobo no seu coração: «de cada vez que venho cá é maravilhoso. Nem tenho palavras para expressaro que sinto».

Quanto a Evgenia Linestkaya, ficou com a certeza que está pronta para regressar à alta-roda do ténis mundial, ela que conta no seu palmarés com uma vitória sobre Amélie Mauresmo.
Este foi o seu primeiro torneio nos últimos 13 meses, passou a fase de qualificação e só foi travada na final. Os grandes sucessos do passado poderão voltar num futuro próximo.
Em 2005 andou pelo 35º lugar do ‘ranking’ mundial e no seu currículo coleccionou meias-finais nos torneios do WTA Tour de Pattaya City e Memphis e quartos-de-final nos Opens de Itália e do Japão, para além de oitavos-de-final no Open da Austrália.

Ambas as jogadoras seguiram ontem à noite para o Hotel Montechoro, onde, a partir de Terça-feira, irão participar no quadro principal do Albufeira Ladies Open, outro torneio internacional feminino de 10 mil dólares.

__Autor: Hugo Ribeiro


10/02/2007
Linetskaya e Ungur na Final desejada

Evgenia Linetskaya e Liana Ungur qualificaram-se hoje (Sábado) para uma final que pode ser considerada de sonho no Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que amanhã (Domingo) termina na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve, sob a organização da Premier Sports.

A russa Linetskaya, vinda da fase de qualificação, derrotou nas meias-finais a quarta cabeça-de-série, a francesa Violette Huck, por 6-3 e 6-1, enquanto a romena Ungur bateu a ‘qualifyer’ norte-americana Robin Stephensen por 6-4 e 6-1.

Era a final mais desejada por serem, de longe, as duas melhores tenistas da prova, apesar de não serem as que detinham melhor classificação no ‘ranking’ mundial. Linetskaya nem figura na tabela do WTA Tour, pois está a disputar o seu primeiro torneio desde o Open da Austrália de 2006, ela que chegou a andar pelo 35º posto em 2005, enquanto Ungur é a 543ª da hierarquia internacional.

A russa tem a sua paragem de um ano envolvida em mistério. Oficialmente, fala-se de uma série de lesões. Nos bastidores as histórias são bem diferentes, embora impublicáveis por falta de provas. O único facto verídico é que o pai, Semen (embora os americanos o chamem de Simon) esteve detido pela polícia na Prisão de North San Diego County, na Califórnia, por suspeita de violência doméstica sobre a filha. Libertaram-no depois sob caução por Evgenia ter recusado apresentar queixa, depois de ter sido assistida num hospital local com um corte na nuca que necessitou de ser cosido com pontos.

Quanto à romena, era uma jovem em ascensão quando venceu este Vale do Lobo Ladies Open em 2004. Com quatro vitórias em torneios da Federação Internacional de Ténis, preparava-se para atacar o circuito maior do WTA Tour quando se viu minada por lesões.
Submeteu-se a duas intervenções cirúrgicas e aproveitou a paragem competitiva para se casar – daí ter mudado o apelido de solteira Balaci para o de casada Ungur – mas agora parece de novo apostada em regressar ao seu melhor nível.

Será, pois, uma final de singulares com duas jogadoras a quererem usar o Vale do Lobo Ladies Open como trampolim para recuperar ambições do passado. O duelo está marcado para as 11:00 horas.

A final de pares disputar-se-á às 15:00 horas. As espanholas Melisa Cabrera Handt e Carolina Gago Fuentes, que bateram Joana Pangaio e Kátia Rodrigues nos quartos-de-final, irão medir forças com as segundas cabeças-de-série, a eslovaca Martina Babakova e a romena Raluca Ciulei.

Recorde-se que a última portuguesa a ser eliminada no Vale do Lobo Ladies Open foi Catarina Ferreira que, ao lado da brasileira Suzana dos Anjos, perdeu ontem ao fim da tarde (Sexta-feira) com as norte-americanas Jessica Lehnhoff e Robin Stephenson por 6-2 e 6-1. Era um encontro ainda em atraso da primeira ronda de pares.

__Autor: Hugo Ribeiro


09/02/2007
Pangaio e Rodrigues perdem nos Pares

Joana Pangaio e Kátia Rodrigues foram hoje (Sexta-feira) eliminadas nos quartos-de-final de pares do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

As bicampeãs nacionais de pares perderam por 6-4 e 6-1 com uma dupla que se cotado como a grande surpresa da prova, constituída pelas espanholas Melisa Cabrera Handt e Carolina Gago Fuentes. As espanholas tiveram de jogar dois encontros na jornada de hoje, para recuperar o programa, que se tinha atrasado devido à chuva dos dois dias anteriores, e antes de derrotarem as portuguesas já tinham cometido a proeza de deixarem pelo caminho as primeiras cabeças-de-série, a italiana Sílvia Disderi e a búlgara Bijana Pavlova (6-1 e 6-4). Joana Pangaio e Kátia Rodrigues seguem hoje mesmo para o Hotel Montechoro, onde, a partir de amanhã (Sábado), começam a disputar o ‘qualifying’ do Albufeira Ladies Open, o segundo dos três torneios algarvios de 10 mil dólares, este organizado pelo Montechoro Sports & Leisure Club.

No Vale do Lobo Ladies Open resta uma única portuguesa em prova, no torneio de pares, Cristina Ferreira, que, ao lado da brasileira Suzana dos Anjos defronta ainda hoje as norte-americanas Jessica Lehnhoff e Robin Stephenson.

No torneio de singulares, já sem qualquer portuguesa, disputaram-se hoje os quartos-de-final e a grande sensação está a ser a russa Evgenia Linetskaya que, aos 20 anos, está a tentar regressar à competição. Linetskaya não jogava desde o Open da Austrália de 2006, era uma “estrela” montante do ténis russo quando em 2005 chegou ao 35º posto do ‘ranking’ mundial, e está em Vale do Lobo a competir pela primeira vez nos últimos 13 meses. Linetskaya passou a fase de qualificação e hoje apurou-se para as meias-finais ao vergar por um duplo 6-3 a primeira cabeça-de-série, a francesa Florence Harding.

Amanhã, Linetskaya medirá forças com outra francesa cabeça-de-série, a nº4 Viollette Huck, que hoje se desfez da oposição da suíça Stefania Boffa por 6-3 e 6-1. Nos outros dois encontros dos quartos-de-final os resultados foram os seguintes: Liana Ungur (Roménia)-Julia Kalabina (Rússia/Q), 6-2, 6-2; Robin Stephenson (EUA/Q)-Ana Timonic (Sérvia/3), 4-6, 7-5 e 6-2. Atenção a esta Liana Ungur, também ela a regressar à competição após duas cirurgias, depois de vencer este Vale do Lobo Ladies Open em 2004, então ainda com o apelido de solteira Balaci.

__Autor: Hugo Ribeiro


08/02/2007
Joana Pangaio Eliminada nos oitavos-de-final

Joana Pangaio foi hoje (Quinta-feira) eliminada nos oitavos-de-final do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

A campeã nacional de infantis de 2001, que cometera ontem (Quarta-feira) a proeza de eliminar na 1ª ronda a sexta cabeça-de-série, a espanhola Irene Rehberger Bescos, por 1-6, 6-2 e 6-4, teve hoje grandes hipóteses de se qualificar para os quartos-de-final deste torneio pelo segundo ano consecutivo, mas acabou por soçobrar, por 7-6 (7/5) e 6-2, diante da russa Julia Kalabina, vinda da fase de qualificação.

«Percebi que do fundo do ‘court’ não seria capaz de ganhar-lhe porque ela era muito sólida e, por isso, tive de variar mais o jogo, mas quando se tenta variar mais também se arrisca mais e podem aparecer mais erros. Foi o que aconteceu», disse a portuguesa de Oliveira de Azeméis, classificada no 1094º posto do ‘ranking’ mundial, que treina no Complexo de Ténis de Espinho.

«A Joana dominou bem o 1º ‘set’, adiantou-se para 4-2, teve ponto para 5-2, mas depois, a russa subiu um pouco de nível e tudo acabou por decidir-se apenas em alguns pontos, alguns pequenos erros. No 2º ‘set’, a Joana tentou entrar mais forte, teve hipóteses e pontos para ganhar os 3 primeiros jogos mas viu-se a perder por 2-1, e quanto a russa fez o 3-1 sentiu-se que já iria ser muito difícil recuperar», comentou o seu treinador André Lopes, um antigo jogador da selecção nacional da Taça Davis. De todas as formas, Joana Pangaio voltou a deixar boas indicações e a aposta em subidas à rede mais frequentes parece ser uma nova opção táctica que veio para ficar: «acho que completa mais o meu jogo e dá-me mais soluções, sobretudo nestes pisos mais rápidos».

Na próxima semana, Joana Pangaio terá de jogar a fase de qualificação do Albufeira Ladies Open, uma vez que a Federação Portuguesa de Ténis irá atribuir ‘wild cards’ a outras duas jogadoras portuguesas.

Quanto à russa Julia Kalabina, é a 802ª jogadora mundial, foi finalista de um torneio de 10.000 dólares em Moscovo, em Agosto do ano passado, e está pela segunda vez em Portugal, depois de ter sido eliminada na primeira ronda do Albufeira Ladies Open em Fevereiro de 2006. Desta vez, veio ao nosso país para ficar. A sua intenção é basear-se em Leiria, onde já treinou na semana passada, e fazer daquela cidade a sua ponte de ligação ao circuito profissional de torneios da Federação Internacional de Ténis (ITF) na Europa.

«Estamos a treinar no Centro Internacional de Ténis de Leiria e queremos ficar lá este ano. A ideia é a Julia só jogar torneios internacionais, mas eu gostaria de tentar também a minha sorte no vosso Circuito FPT/CIMA do qual já ouvi falar», disse Liudmila Niokian, a arménia que é treinadora de Julia Kalabina mas que também joga e neste Vale do Lobo Ladies Open só foi eliminada na última ronda da fase de qualificação pela russa Evgenia Linetskaya, uma famosa jogadora que já andou pelo 35º lugar do ‘ranking’ mundial em 2005 e que é a grande favorita deste evento algarvio.

Merece ainda destaque o grande elogio de Liudmila Niokian a Joana Pangaio: «De onde é ela? Onde treina? Joga muito bem. Tem um estilo muito diferente das outras portuguesas. Foi uma excelente adversária e só perdeu porque a minha Julia é uma grande lutadora e nunca baixa os braços».

__Autor: Hugo Ribeiro


07/02/2007
Joana Pangaio nos Oitavos-de-final

Joana Pangaio e Kátia Rodrigues foram hoje (Sexta-feira) eliminadas nos quartos-de-final de pares do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

As bicampeãs nacionais de pares perderam por 6-4 e 6-1 com uma dupla que se cotado como a grande surpresa da prova, constituída pelas espanholas Melisa Cabrera Handt e Carolina Gago Fuentes. As espanholas tiveram de jogar dois encontros na jornada de hoje, para recuperar o programa, que se tinha atrasado devido à chuva dos dois dias anteriores, e antes de derrotarem as portuguesas já tinham cometido a proeza de deixarem pelo caminho as primeiras cabeças-de-série, a italiana Sílvia Disderi e a búlgara Bijana Pavlova (6-1 e 6-4). Joana Pangaio e Kátia Rodrigues seguem hoje mesmo para o Hotel Montechoro, onde, a partir de amanhã (Sábado), começam a disputar o ‘qualifying’ do Albufeira Ladies Open, o segundo dos três torneios algarvios de 10 mil dólares, este organizado pelo Montechoro Sports & Leisure Club.

No Vale do Lobo Ladies Open resta uma única portuguesa em prova, no torneio de pares, Cristina Ferreira, que, ao lado da brasileira Suzana dos Anjos defronta ainda hoje as norte-americanas Jessica Lehnhoff e Robin Stephenson.

No torneio de singulares, já sem qualquer portuguesa, disputaram-se hoje os quartos-de-final e a grande sensação está a ser a russa Evgenia Linetskaya que, aos 20 anos, está a tentar regressar à competição. Linetskaya não jogava desde o Open da Austrália de 2006, era uma “estrela” montante do ténis russo quando em 2005 chegou ao 35º posto do ‘ranking’ mundial, e está em Vale do Lobo a competir pela primeira vez nos últimos 13 meses. Linetskaya passou a fase de qualificação e hoje apurou-se para as meias-finais ao vergar por um duplo 6-3 a primeira cabeça-de-série, a francesa Florence Harding.

Amanhã, Linetskaya medirá forças com outra francesa cabeça-de-série, a nº4 Viollette Huck, que hoje se desfez da oposição da suíça Stefania Boffa por 6-3 e 6-1. Nos outros dois encontros dos quartos-de-final os resultados foram os seguintes: Liana Ungur (Roménia)-Julia Kalabina (Rússia/Q), 6-2, 6-2; Robin Stephenson (EUA/Q)-Ana Timonic (Sérvia/3), 4-6, 7-5 e 6-2.
Atenção a esta Liana Ungur, também ela a regressar à competição após duas cirurgias, depois de vencer este Vale do Lobo Ladies Open em 2004, então ainda com o apelido de solteira Balaci.

__Autor: Hugo Ribeiro


06/02/2007
Ferreira Eliminada resta Pangaio

Catarina Ferreira desperdiçou hoje (Terça-feira) a hipótese de se qualificar para os oitavos-de-final de um torneio internacional feminino pela 12ª vez na sua carreira, ao ser eliminada na 1ª ronda do quadro principal do Vale do Lobo Ladies Open, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

Classificada no 668º posto do ‘ranking’ do WTA Tour, Catarina Ferreira foi afastada por 7-6 (8/6) e 7-6 (7/0), ao cabo de uma maratona de 2:33 horas, por uma jovem promessa espanhola de 14 anos que revelou um bom potencial, mas que ainda carece de experiência em provas deste nível, estando apenas a disputar o seu 2º evento profissional, graças a um convite oferecido pelo director de torneio Pedro Frazão. Maria Teresa Torro Flor – é esse o seu nome, quiçá a fixar – nem está classificada no ‘ranking’ mundial e, apesar deexcelentes fundamentos técnicos aprendidos na Academia de Treino do antigo nº1 mundial Juan Carlos Ferrero, em Espanha, revelou naturais debilidades tácticas e emocionais, que não foram aproveitadas por Catarina Ferreira.

A actual vice-campeã nacional absoluta e campeã nacional de cadetes em 1999, que beneficiou de um ‘wild card’ atribuído pela Federação Portuguesa de Ténis, chegou a liderar o 1º ‘set’ por 4-1 e 5-2, altura em que Torro Flor parecia de cabeça perdida, mas Catarina Ferreira cometeu o erro de deixar o seu jogo tornar-se previsível, permitindo à espanhola recuperar a confiança e começar a somar pontos às custas de uma portentosa direita. Mesmo assim, a “pupila” de João Cunha e Silva ainda serviu a 5-4 e 6-4 para fechar o 1º ‘set’ a seu favor, antes de ceder no ‘tie-break’ por 8/6. Na segunda partida, a portuguesa adiantou-se de novo para 4-2 e dispôs de um ‘set-point’ a 5-4, acabando por vergar-se noutro ‘tie-break’, desta feita de forma clara (7/0).

«Foi o meu primeiro torneio do ano e venho de uma pré-época muito intensa, da qual ainda não recuperei. Talvez isso tenha explicado o nervosismo com que me senti, um nervosismo bem acima do normal. É certo que ela teve dificuldades com o meu jogo no início e que depois se adaptou, tendo ganho confiança, mas isso foi fruto do meu jogo pouco estável.
Andava à procura das minhas pancadas e sem a confiança habitual», comentou Catarina Ferreira, conhecida pela sua característica força mental, hoje ausente do ‘court’.

A participação portuguesa neste Vale do Lobo Ladies Open no torneio de singulares fica, assim, reduzida a Joana Pangaio, campeã nacional de infantis em 2001, que só actuará amanhã (Quarta-feira), frente à sexta cabeça-de-série, a espanhola Irene Rehberger Bescos. É uma jogadora de 18 anos, classificada como 451ª do ‘ranking’ mundial, que foi finalista do torneio de 10.000 dólares de Getxo (Espanha) em 2006, tendo conquistado o título de pares na mesma semana. Em Portugal, foi quartofinalista na Nazaré/2005 (10.000) e em Coimbra/2006 (25.000), bem como oitavofinalista em Amarante/2005 (10.000). Não será uma adversária acessível a Pangaio, nº5 do ´ranking’ da FPT e 1094ª na tabela do WTA Tour, que tem a defender os pontos de quartofinalista do ano passado no Vale do Lobo Ladies Open.

__Autor: Hugo Ribeiro


05/02/2007
Maria Guerreiro em dia de contrastes

Maria Guerreiro viveu hoje (Segunda-feira) um dia de contrastes no Vale do Lobo Ladies Open, o torneio feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que inaugura esta semana a época de eventos tenísticos internacionais em Portugal, na Vale do Lobo Tennis Academy, sob a organização da Premier Sports.

A antiga bicampeã nacional de cadetes, actual nº8 do ‘ranking’ da Federação Portuguesa de Ténis, ainda ultrapassou a 3ª ronda da fase de qualificação, ao bater a alemã Vanessa Kretsch por 6-2 e 6-1, mas baqueou depois na penúltima ronda do ‘qualifying’ diante da 12ª cabeça-de-série, a russa Julia Kalabina, por 6-1 e 6-0.

A fase de qualificação da 9ª edição do Vale do Lobo Ladies Open só termina amanhã (Terça-feira), dia em que se inicia também o quadro principal, com a presença de duas portuguesas, que beneficiaram de ‘wild cards’ atribuídos pela FPT, mediante acordo com a Premier Sports.

Esses convites foram oferecidos a Joana Pangaio e Catarina Ferreira e são totalmente merecidos, uma vez que, em 2006, foram as duas portuguesas que melhor se exibiram nesta prova. Ferreira foi eliminada na 3ª ronda do ‘qualifying’, enquanto Pangaio passou a fase de qualificação e só foi eliminada nos quartos-de-final do quadro principal.

Juiz-árbitro Rogério Santos já efectuou o sorteio do quadro principal, pelo que as duas tenistas lusas já sabem quem serão as suas adversárias.

Catarina Ferreira, nº 668 do ‘ranking’ mundial, actual vice-campeã nacional absoluta e campeã nacional de cadetes em 1999, será a única a estrear-se amanhã nos singulares, defrontando a espanhola Maria Teresa Torro Flor, também ela com um ‘wild card’, este oferecido pela Premier Sports, por intercâmbio com a academia de ténis espanhola de Juan Carlos Ferrero. Trata-se de uma jogadora de apenas 14 anos, que está a disputar o seu 2º evento profissional, depois de ter perdido na 1ª ronda do torneio de 10.000 dólares de Sevilha, em Outubro do ano passado. Mesmo no circuito de juniores da Federação Internacional de Ténis só jogou dois torneios, tendo sido quartofinalista em Valência em 2006.

Quanto a Joana Pangaio, campeã nacional de infantis em 2001, só actuará amanhã, nos pares, ao lado da algarvia Kátia Rodrigues, ficando a sua entrada nos singulares marcada para Quarta-feira, indo medir forças com a sexta cabeça-de-série, a espanhola Irene Rehberger Bescos. É uma jogadora de 18 anos, classificada como 451ª do ‘ranking’ mundial, que foi finalista do torneio de 10.000 dólares de Getxo (Espanha) em 2006, tendo conquistado o título de pares na mesma semana. Em Portugal, foi quartofinalista na Nazaré/2005 (10.000) e em Coimbra/2006 (25.000), bem como oitavofinalista em Amarante/2005 (10.000). Não será uma adversária acessível a Pangaio, nº5 do ´ranking’ da FPT e 1094ª na tabela do WTA Tour, que tem a defender os pontos de quartofinalista do ano passado no Vale do Lobo Ladies Open.

__Autor: Hugo Ribeiro


04/02/2007
Maria Guerreiro Sobrevivente

Maria Guerreiro é a única das 10 portuguesas que iniciaram o ‘qualifying’ a estar ainda em prova na fase de qualificação do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que inaugurou anteontem (Sábado) a época de eventos tenísticos internacionais em Portugal, na Vale do Lobo Tennis Academy, sob a organização da Premier Sports.

A 9ª edição do Vale do Lobo Ladies Open, cujo quadro principal arranca amanhã (terça-feira) apresenta uma grande novidade, pois é a primeira vez que a Federação Portuguesa de Ténis (FPT) teve direito a atribuir 2 dos 4 ‘wild cards’ que a Federação Internacional de Ténis (ITF) coloca à disposição do director do torneio, Pedro Frazão.

Esses convites foram oferecidos a Joana Pangaio e Catarina Ferreira e são totalmente merecidos, uma vez que, em 2006, foram as duas portuguesas que melhor se exibiram nesta prova. Ferreira foi eliminada na 3ª ronda do ‘qualifying’, enquanto Pangaio passou a fase de qualificação e só foi eliminada nos quartos-de-final do quadro principal.

«Estes torneios de início de ano são importantes para as jovens jogadoras portuguesas e foi por isso que os directores dos três eventos de 10.000 dólares do Algarve (Vale do Lobo, Montechoro-Albufeira e Portimão) acordaram dar metade dos ‘wild cards’ à FPT, num estreitamento de laços institucionais», disse Pedro Frazão.

«Os promotores privados dos torneios ofereceram os dois ‘wild cards’ por cada prova na perspectiva de ser alcançado um protocolo no âmbito do quadro de apoio a eventos internacionais em Portugal», explicou Paulo Lucas, o Director-técnico nacional.

Paulo Lucas é ainda o treinador privado das duas últimas campeãs nacionais e explicou porque estão ambas ausentes do Vale do Lobo Ladies Open, um torneio que elas têm jogado nos últimos anos: «A Neuza Silva encontra-se em Inglaterra a jogar um torneio de 25 mil dólares em Tipton, mas virá jogar os torneios de Albufeira-Montechoro e Portimão. Quanto à Magali DeLattre veio de uma prolongada lesão, só agora regressou aos treinos e só esta semana irá iniciar trabalho no ‘court’».

Joana Pangaio e Catarina Ferreira serão, assim, as únicas portuguesas no quadro principal e poderão eventualmente ser acompanhadas por Maria Guerreiro, a nº8 do ´ranking´da FPT e antiga campeã nacional de infantis e cadetes, que bateu na 1ª ronda a espanhola Ana Puerto-Jaimez por 6-1 e 6-1, defrontando na 2ª eliminatória a britânica Vanessa Kretsch.

Os restantes resultados de tenistas portuguesas no ‘qualifying’ foram os seguintes:

1ª ronda – Diana Batista isenta; Stefanie Alfery (Alemanha)-Carla Caetano, 6-2, 6-1; Nelly Ciolkowski (França)-Andreia Oliveira,
6-0, 6-0; Romana Janshen (Holanda)-Kátia Rodrigues, 6-2, 6-1; Diana Santillana-Fernandez (Espanha)-Joana Roda, 6-2, 6-4;
Sarah Schneider (Alemanha)-Cátia Rodrigues, 6-4, 6-0; Vana Sutalo (Croácia)-Margarida Tojo, 6-2, 6-4; Anna Savitskaya (Rússia)-Inês
Silva, 6-3, 6-1; Cristina Valadares-Nuñez-Inês Santos, 6-3, 6-2.

2ª ronda – Liuodmila Nikoian (Arménia)-Diana Batista, 5-7, 6-0, 6-1.

O juiz-árbitro Rogério Santos só efectuará amanhã (segunda-feira) o sorteio do quadro principal.

__Autor: Hugo Ribeiro

11/02/2006
Estrela turca defronta esperança espanhola na final

A turca Ipek Senoglu e a espanhola Carla Suarez-Navarro qualificaram-se hoje (Sábado) para a final do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

Senoglu, a primeira turca a disputar um torneio do Grand Slam, que é uma autêntica estrela no seu país, derrotou a holandesa de origem asiática Pauline Wong por 6-3, 2-6 e 6-2, em duas horas e 22 minutos, enquanto Suarez-Navarro, uma jovem esperança espanhola, de apenas 17 anos, confirmou o seu estatuto de primeira cabeça-de-série ao vergar a ‘qualifyer’ eslovena Polona Rebersak por 7-6 (7/1) e 6-3, em duas horas de jogo.

Ambas as finalistas procuram o seu terceiro título de singulares em competições de 10 mil dólares, mas essa é a única semelhança.
Senoglu, a nº1 da selecção da Turquia da Fed Cup, que diz guardar boas memórias do acolhimento de Portugal, quando jogou no Jamor, tem 26 anos e é uma autêntica estrela no seu país. Em 2004, ao disputar o ‘qualifying’ de pares de Wimbledon, tornou-se na primeira turca a participar num torneio do Grand Slam. Meses depois, no Open dos Estados Unidos, voltou a fazer história ao entrar no quadro principal de pares. No Open da Austrália de 2005, ao lado da ucraniana Yulia Beygelzimer, derrotou na primeira ronda de pares as chinesas Zi Yan e Jie Zheng (as actuais campeãs do Open da Austrália). Na segunda ronda lesionou-se seriamente no ombro direito e a sua vida nunca mais foi a mesma.

«Foi uma ruptura de ligamentos e tive de ser operada a 29 de Maio», recorda-se. Quando deveria ter parado toda a actividade, a Turquia organizou pela primeira vez um torneio do WTA Tour em Istambul.
«O ministro do Desporto telefonou-me a pedir que jogasse. Não pude dizer-lhe que não, pois até me arranjou um duelo de exibição com a Vénus Williams num ‘court’ especialmente montado em cima da ponte de Istambul. Foi uma proposta irrecusável, uma oportunidade única na vida, mas custou-me um agravamento da lesão», recordou. O resultado é o facto de não possuir qualquer ranking de singulares, ela que possui 11 títulos de ‘Futures’ em pares.

Aliás, é por não estar classificada que não poderá jogar o Albufeira Ladies Open. Senoglu deveria ter começado a jogar hoje o ‘qualifying’ em Montechoro, mas não pode fazê-lo por estar ainda em prova em Vale do Lobo, sentindo-se «demasiado cansada para disputar mais do que um encontro por dia». Normalmente, deveria ter recebido um ‘special exempt’ (entrada directa no quadro principal a quem jogou bem a prova anterior), mas esse estatuto especial foi atribuído a Rebersak, que figura no 949º posto.

«Já não disputava tantos encontros há muito tempo e não me aguento nas pernas. Nem quero imaginar que ainda vou ter de jogar a final. Acho que amanhã vou preocupar-me em jogar apenas para a bancada e divertir o público porque ganhar…», admitiu a turca, que, quando viu Suarez-Navarro começar a treinar no ‘court’ ao lado, virou-se, estupefacta, para a espanhola: «não queres guardar alguma energia para a final de amanhã?».

Hoje (Sábado) concluíram-se as meias-finais do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)-Pauline Wong (Holanda), 6-3, 2-6, 6-2; Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Polona Rebersak (Eslovénia/Q), 7-6 (7/1), 6-3.

_Autor: Hugo Ribeiro


11/02/2006
Luso-brasileira quer treinar em Portugal

Carla Caetano, de 17 anos, esteve a semana inteira do Vale do Lobo Ladies Open com Paulo Lucas, integrando o grupo de trabalho que incluiu Magali De Lattre e Catarina Ferreira. «A Carla é carioca (Rio de Janeiro), mas é filha de pai português e mãe brasileira.
Tem Bilhete de Identidade português, família no Algarve e manifestou vontade de vir treinar com o nosso grupo de Sassoeiros», explicou o seleccionador nacional feminino.

A família de Carla Caetano contactou Pedro Frazão, o responsável da Vale do Lobo Tennis Academy, e foi este que se lembrou de falar com Paulo Lucas, pedindo-lhe que observasse a jogadora durante o Vale do Lobo Ladies Open.
O treinador de Magali De Lattre e director-técnico nacional assim fez e considera que «a Carla está ao nível das melhores juniores portuguesas. Veio de uma lesão grave no pulso que a forçou a mudar a esquerda a duas mãos para apenas uma mão e encontra-se no processo de consolidação do seu jogo.
Foi bem aceite pelas outras jogadoras do nosso grupo de trabalho e estamos a estudar a viabilidade da sua vinda para Portugal».

_Autor: Hugo Ribeiro


11/02/2006
Carla Suarez Navarro campeã aos 17 anos

A espanhola Carla Suarez-Navarro conquistou hoje (Domingo) o terceiro título internacional da sua ainda muito jovem carreira, no Vale do Lobo Ladies Open, o torneio feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports organizou na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

Com apenas 17 anos, a júnior de Las Palmas, Canárias, derrotou na final de singulares a crónica nº1 da Turquia, Ipek Senoglu, de 26 anos, por 6-2 e 6-3. O encontro teve a duração de 70 minutos e a espanhola nunca sentiu dificuldades em confirmar o seu estatuto de primeira cabeça-de-série, diante de uma jogadora que só teve de passar pela fase de qualificação porque tenta recuperar a carreira perdida depois de uma intervenção cirúrgica ao ombro direito no passado dia 29 de Maio.

«Portugal está mesmo ao lado de Espanha e é normal que muitos espanhóis venham jogar aqui. Alguns dos jogadores mais famosos do meu país ganharam torneios em Portugal e gostaria de seguir os seus exemplos e tornar-me numa grande jogadora», disse Suarez-Navarro, referindo-se a casos como os de Arantxa Sanchez, Emílio Sanchez, Carlos Costa, Sergi Bruguera, Alberto Berasategui, Carlos Costa, Alex Corretja e tantos outros ícones do ténis do país vizinho que brilharam também em Portugal.

O facto de Ipek Senoglu se ter apresentado exausta na final ajudou a tarefa de Carla Suarez-Navarro, a 373ª classificada no ‘ranking’ mundial, que já tinha ganho anteriormente dois torneios de 10 mil dólares, em Maiorca (2003) e na Gran Canária (2004).

«Peço desculpa por não ter podido oferecer um espectáculo melhor aos muitos espectadores que aqui vieram ver hoje a final, mas estava de tal modo cansada que quando jogava bem um ponto, levava logo dois ou três pontos a recuperar», declarou Senoglu no belo e sentido discurso que proferiu na cerimónia de entrega de prémios, um discurso que vindo do coração, que lhe valeu um sorriso de Pedro Frazão, o presidente da Premier Sports, bem como um elogio de Sander van Gelder, o presidente do Grupo de Empresas de Vale do Lobo.

A turca teve ainda de disputar a final de pares, ao lado da romena Liana Balaci, a campeã de singulares do Vale do Lobo Ladies Open em 2004, e não foi capaz de evitar mais uma derrota, ela que até conta no seu currículo com 11 títulos da especialidade. Desta feita, as suas algozes foram a francesa Émilie Bacquet e a holandesa Chayenne Ewijk, que venceram por 6-3 e 6-3. Curiosamente, Bacquet e Ewijk treinam numa academia em Las Palmas, pelo que, a sétima edição do Vale do Lobo Ladies Open foi totalmente dominada por jogadoras “fabricadas” nas Canárias.

Hoje (Sábado) concluíram-se as finais e os resultados foram os seguintes: Singulares – I Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Ipek Senoglu (Turquia/Q), 6-2, 6-3; Pares – Émilie Bacquet/Chayenne Ewijk (França/Holanda/cs4)-Liana Balaci/Ipek Senoglu (Roménia/Turquia/cs3), 6-3, 6-3.

_Autor: Hugo Ribeiro


10/02/2006
Joana Pangaio eliminada

Joana Pangaio foi hoje (Sexta-feira) eliminada nos quartos-de-final do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

A vice-campeã nacional de juniores e ex-campeã nacional de infantis, que veio da fase de qualificação, perdeu com a eslovena Polona Rebersak, outra ‘qualifyer’, pelos parciais de 6-4 e 6-1, em uma hora e 23 minutos de jogo. Terminou, assim, a bela prova da jovem portuense, que suspendeu os seus estudos universitários em Desporto (primeiro ano da licenciatura) para tentar a sua sorte no sempre difícil circuito profissional feminino. Foi a primeira vez que chegou aos quartos-de-final de uma prova a contar para o ‘ranking’ mundial, que lhe valeu um prémio monetário de 178,2 euros.

O encontro foi marcado pela interrupção originada pela chuva, quando Pangaio vencia por 3-1 e Rebersak demonstrava alguns sinais de impaciência por uma série de erros cometidos. Após um intervalo de exactamente uma hora, o encontro recomeçou já com características distintas, dada a recuperação anímica da eslovena. «Acho que a paragem me prejudicou porque ela apareceu completamente diferente», confirmou a portuguesa, de 18 anos, que cedeu os quatro jogos consecutivos. Só nessa altura, a perder por 3-5, reagiu, quebrando o serviço de Rebersak, mas foi depois traída pelo seu próprio saque. Até esse momento, ou seja, até ao nono jogo, Pangaio tinha colocado 12 dos 21 primeiros serviços que efectuou.
Aos 4-5 só meteu um primeiro serviço em seis tentativas. Foi-lhe fatal, dado que Rebersak pressionou-lhe sistematicamente a segunda bola.

Com o primeiro ‘set’ “no bolso”, a eslovena soltou-se, “abriu o livro” e mostrou porque razão estava a jogar os quartos-de-final de um torneio internacional pela quarta vez na sua carreira, ela que só no passado dia 9 completou 19 anos. Mesmo assim, apesar do pesado parcial de 6-1 na segunda partida, Joana Pangaio esteve a um bom nível, não deixou de lutar e até revelou lucidez táctica, mas foi esmagada pela superior potência e ritmo de jogo da adversária.

«No último jogo do primeiro ‘set’ o meu serviço começou a ficar irregular e isso afectou-me», lamentou-se a jogadora do Clube de Ténis da Nazaré. As estatísticas confirmam a sua análise, uma vez que a sua percentagem de primeiras bolas válidas baixou para 35% nos últimos quatro jogos de serviço. Já o seleccionador nacional feminino, Paulo Lucas, considerou que Pangaio poderia ter feito um pouco melhor: «A Joana deixou-a mandar no jogo e não se pode fazer isso frente a uma adversária com a experiência que ela tem a nível europeu». De todas as formas, é opinião comum que o balanço da participação de Joana Pangaio neste primeiro torneio da época de eventos internacionais em Portugal é largamente positivo. «Foi muito melhor do que estava à espera – declarou a visada – pois acabei agora mesmo a pré-temporada e ainda me sinto um pouco pesada para a competição».

Sem tempo de respirar, Joana Pangaio inicia já amanhã a participação no Albufeira Ladies Open, o outro torneio de 10 mil dólares que arranca nos ‘courts’ do Hotel Montechoro. Será difícil a mentalização de voltar a um ‘qualifying’, 24 horas depois de se ter discutido o acesso a uma meia-final de um quadro principal? A portuguesa garante que não: «Já vinha preparada para jogar os ‘qualifyings’ dos três torneios algarvios». No entanto, sabe que esteve muito perto de descansar três dias, pois uma vitória hoje ter-lhe-ia garantido um lugar no quadro principal de Albufeira como ‘special exempt’.

Hoje (Sexta-feira) concluíram-se os quartos-de-final do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)- Chayenne Ewijk (Holanda), 6-3, 1-6, 6-2; Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Liana Balaci (Roménia/8), 7-5, 6-0; Pauline Wong (Holanda)-Susanna Lingman (EUA/Q), 6-1, 7-5; Polona Rebersak (Eslovénia/Q)-Joana Pangaio (Portugal/Q), 6-4, 6-1.

Entretanto, nas meias-finais de pares, Magali De Lattre e a brasileira de pai português, Joana Cortez, perderam com a romena Liana Balaci e a turca Ipek Senoglu por 6-2 e 6-4.

_Autor: Hugo Ribeiro


10/02/2006
Espírito de Equipa

Aos poucos, a elite do ténis feminino nacional começa a chegar ao Algarve e hoje foi a vez da ex-campeã nacional absoluta Ana Nogueira aparecer em Vale do Lobo, explicando que esteve «mais de um mês parada, devido a uma lesão num joelho, que já se fazia sentir no Masters do ano passado».

_Autor: Hugo Ribeiro


09/02/2006
Joana Pangaio nos quartos-de-final

Joana Pangaio qualificou-se hoje (Quinta-feira) para os quartos-de-final do Vale do Lobo Ladies Open, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve, sendo a primeira vez que a portuguesa de 18 anos atinge uma fase tão adiantada num torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour.

A vice-campeã nacional de juniores e ex-campeã nacional de infantis, que veio da fase de qualificação, cometeu a proeza de eliminar a terceira cabeça-de-série, a francesa Émilie Bacquet, pelos parciais de 3-6, 6-4 e 6-1, em uma hora e 45 minutos de jogo.
A gaulesa veio também da fase de qualificação, por não se ter inscrito a tempo no quadro principal, mas figura no 421º posto do ‘ranking’ mundial, razão pela qual passou a terceira cabeça-de-série mal logrou o apuramento. «Foi a jogadora melhor ‘rankeada’ a que já ganhei», rejubilou a jovem portuense, que suspendeu os seus estudos universitários em Desporto (primeiro ano da licenciatura) para tentar a sua sorte no sempre difícil circuito profissional feminino.

«Não estava nada à espera de ganhar-lhe e foi uma surpresa, pois ela joga muito melhor do que mostrou hoje e, no ano passado, quando joguei com ela, levei uma coça», explicou Pangaio, que, num dos torneios de Porto Santo, perdera frente a Bacquet por 6-2 e 6-0. É evidente que também houve algum mérito seu na menor produção de jogo da adversária, ao «apostar num jogo mais variado, com quebras de ritmo originadas por ‘slices’ ou ‘amorties’, a partir do segundo ‘set’».

À saída do ‘court’ central da Vale do Lobo Tennis Academy, Joana Pangaio brincou também com o facto de ter actuado num placo que tem ainda pintado nos topos os logótipos do Delta ATP Tour of Champions, o nome do circuito mundial de veteranos até Dezembro de 2005 (ontem foi anunciada a nova designação de Merril Lynch ATP Tour of Champions). «Não admira que tantos
jogadores famosos gostem de jogar aqui. Este clube é lindo e sinto-me muito bem aqui», afirmou, referindo-se obviamente ao Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, que, nos últimos cinco anos, tem atraído super-craques como Bjorn Borg, John McEnroe, Mats Wilander, Jim Courier, Yannick Noah, Pat Cash, entre outros nomes famosos.

Ao dirigir-se às outras jogadoras portuguesas – Magali De Lattre, Inês Moura e Rita Gouveia – que a felicitaram, Pangaio, do Clube de Ténis da Nazaré, viu o seleccionador nacional feminino ao telefone. «Estava a falar com o teu treinador (André Lopes, em Espinho), para dar-lhe as boas notícias», esclareceu-lhe Paulo Lucas, que se predispôs a ajudá-la na preparação para o duelo de amanhã (Sexta-feira), dos quartos-de-final, frente a outra jogadora oriunda da fase de qualificação, no segundo encontro das 11 horas, ou seja, por volta das 12:30h. «Nunca a defrontei, mas ela está na mesma faixa etária que eu e encontrei-a várias vezes em Campeonatos da Europa de sub-16 e sub-18. Sei como joga», declarou a portuguesa.

«Vamos fazer um ‘briefing’ do que a Joana terá de fazer amanhã, mas a eslovena Polona Rebersak é uma jogadora que está muito habituada a usar a potência das adversárias para as surpreender. Sabe variar o jogo e está habituada à dureza da competição», disse Paulo Lucas, enquanto observava o desempenho da sua jogadora, Magali de Lattre, no torneio de pares, no qual está a actuar ao lado da brasileira Joana Cortez. Esta dupla curiosa – já que De Lattre tem um pai suíço e Cortez um progenitor português – está cotada como segunda cabeça-de-série e qualificou-se para os quartos-de-final, ao derrotar ontem ao fim da tarde (Quarta-feira)
as britânicas Melissa Berry e Anna Smith por 6-4 e 6-4, e hoje as brasileiras Juliana Botelho e Florentina Hanisch por 6-0 e 6-2.

Hoje (Quinta-feira) concluiu-se a segunda ronda do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)-Eugenia Yordanova (Bulgária/WC), 6-4, 6-4; Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Eleonora Punzo (Itália), 6-1, 6-2; Susanna Lingman (EUA/Q)-Irina Kotkina (Rússia/2), 0-6, 7-6 (7/3), 6-1; Joana Pangaio (Portugal/Q)-Emilie Bacquet (França/3/Q), 3-6, 6-4, 6-1; Chayenne Ewijk (Holanda)-Timna Ticic (Croácia), 6-3, 6-3; Liana Balaci (Roménia/8)-Nina Zander (Alemanha/WC), 6-2, 6-4; Polona Rebersak (Eslovénia/Q)-Yera Campos-Molina (Espanha/Q), 6-1, 7-6 (7/5); Pauline Wong (Holanda), Ana Salas-Lozano (Espanha/6), 6-7 (4/7), 6-4, 6-2.

_Autor: Hugo Ribeiro


08/02/2006
Pangaio na segunda ronda, De Lattre eliminada

Joana Pangaio qualificou-se hoje (Quarta-feira) para os oitavos-de-final, enquanto Magali De Lattre foi eliminada, na primeira ronda de singulares do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

Joana Pangaio, que veio da fase de qualificação, derrotou a ‘lucky loser’ (repescada) espanhola Meli Garcia-Truchado por convincentes 6-2 e 6-2, em 73 minutos, enquanto Magali De Lattre, que era a sétima cabeça-de-série, foi afastada pela holandesa Chayenne Ewijk or 6-0, 6-7 (5/7) e 6-2, em duas horas e oito minutos.

«Não é a primeira vez que passo uma ronda num torneio de 10 mil dólares, mas é a primeira vez que o faço depois de ter passado o ‘qualifying’. Por isso, embora já tenha jogado melhor, tenho de considerar este como o melhor resultado internacional da minha carreira, até ao momento, pois 1,75 pontos para o ‘ranking’ mundial já é muito bom», disse a vice-campeã nacional de juniores, que é treinada em Espinho pelo ex-internacional da Taça Davis, André Lopes, embora esteja só em Vale do Lobo. O Vale do Lobo Ladies Open é o nono torneio profissional de Joana Pangaio, de 18 anos, que irá tentar, amanhã (Quinta-feira), qualificar-se pela primeira vez para os quartos-de-final. Em Porto Santo-5, Porto Santo-4, em Outubro do ano passado, nos últimos torneios internacionais que disputou, atingiu igualmente os oitavos-de-final, pelo que a jovem do Clube de ténis da Nazaré está pela terceira vez consecutiva numa segunda ronda.

Contudo, tem a consciência de que, «esta semana», teve «alguma felicidade no sorteio» já que não se encontra «exactamente como queria em termos de agressividade no ‘court’». Sente-se «melhor de dia para dia, mais habituada às condições de jogo», mas terá agora pela frente a francesa Emilie Bacquet, a terceira cabeça-de-série, que também passou o ‘qualifying’ por não se ter inscrito a tempo no quadro principal. «Vai ser muito complicado», admitiu Pangaio, que perdeu com Bacquet na segunda ronda de
Porto Santo-2 por 6-2 e 6-0.

É claro que nem sempre os duelos anteriores são os melhores indicadores. Que o diga Magali De Lattre, que tinha batido a holandesa Chayenne Ewijk por duas vezes, no ano passado, nos dois torneios de 10 mil dólares do Porto Santo, primeiro numa final e depois na segunda ronda, curiosamente, sempre pelos parciais de 7-5 e 6-1. Hoje a história foi bem diferente por variadas razões.
A representante do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos está, de facto, muito debilitada e foi notório que não aguentava longas trocas de bola, um dos seus pontos fortes. «Estou mesmo doente e afectou-me muito. Terminei os três ‘sets’ muito cansada e só a meio do segundo ‘set’ comecei, por exemplo, a habituar-me à respiração», lamentou-se a campeã nacional absoluta, que está a ser medicada com antibióticos para combater uma gripe, uma faringite e um ataque de sinusite!

«Disse-lhe que só teria hipóteses de resolvesse os problemas com o recurso ao serviço e a jogadas curtas, explorando ainda as bolas ao longo da linha, mas no primeiro ‘set’ viu-se logo que não conseguia porque a outra chegava a tudo e não dava pontos de borla.
No segundo ‘set’, quando se viu a ganhar por 3-0, a holandesa relaxou e, nesse momento, a Magali agarrou de novo o jogo e mostrou uma das suas características que é lutar até ao fim, salvando mesmo um ‘match-point’ a 4-5. Já no terceiro ‘set’, a Magali poderia ter aproveitado melhor a quebra anímica da adversária, pois fez ‘breaks’ para 1-0 e 2-1, mas nunca os confirmou no seu próprio serviço.
A partir dos 2-2, temi logo pela sua condição física e foi o que se viu», analisou Paulo Lucas, o treinador da jogadora. De todas as formas, o também seleccionador nacional feminino ficou «com boas indicações para o resto da época, havendo razões para estar confiante».

Claro que as razões da derrota da portuguesa não estiveram apenas nas suas debilidades, mas igualmente nos pontos fortes da holandesa que tem um jogo fácil, variado, potente, com mudanças de ritmo, bastante mais maduro do que seria de supor por parte de uma jovem de 17 anos. Chayenne Ewijk mora há 14 anos nas Canárias e treina há nove meses com o antigo jogador de circuitos satélites Acaymo Medina: «Ela tem vindo a melhorar imenso e tem muito a progredir».

Hoje (Quarta-feira) concluiu-se a primeira ronda do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)-Joana Cortez (Brasil/cs4), 6-0, 6-3; Eleonora Punzo (Itália)-Martina Babakova (Eslováquia/Q), 7-5, 7-6 (7/2); Susanna Lingman (EUA/Q)-Hannah Kuervers (Alemanha), 4-6, 6-4, 6-1; Emilie Bacquet (França/3/Q)-Melisa Miranda-Otarola (Chile), 6-2, 6-1; Timna Ticic (Croácia)-Daria Petrovic (Sérvia Montenegro/Q), 7-5, 7-5; Liana Balaci (Roménia/8)-Irina Nossenko (Ucrânia), 6-4, 6-1; Chayenne Ewijk (Holanda)-Magali De Lattre (Portugal/7), 6-0, 6-7 (2/7), 6-2; Joana Pangaio (Portugal/Q)-Meli Garcia-Truchado (Espanha/LL), 6-2, 6-2.


_Autor: Hugo Ribeiro


07/02/2006
Magali De Lattre procura terceira vitória frente a holandesa

Magali De Lattre sentirá amanhã (Quarta-feira) grandes dificuldades diante da holandesa Chayenne Ewijk na primeira ronda de singulares do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy.

«A Magali tem tido sempre muito azar nestes torneios que abrem a época e, este ano, quando se encontrava em excelentes condições técnicas, tácticas e físicas, aconteceu-lhe isto. Agora, até lhe apareceu uma faringite e esteve a noite toda a tossir», lamentou-se Paulo Lucas, o treinador da campeã nacional absoluta. Depois da gripe e do ataque de sinusite, só faltava mesmo uma faringite para debilitá-la ainda mais, frente a uma adversária cujo ponto forte é exactamente o poder físico.

«É uma jogadora muito dura, quer física, quer mentalmente, e desenvolve um tipo de jogo à espanhola ou à argentina, com uma bola rápida e muito ‘spinada’. Nas duas vezes que lhe ganhei, eu estava em grande forma física mas hoje sinto-me muito em baixo e, apesar de ajudar conhecer o seu jogo, sei que será muito mais difícil», explicou hoje (Terça-feira) a luso-helvética, sétima cabeça-de- série desta prova que, tradicionalmente, abre a época de eventos tenísticos internacionais em Portugal.

Os dois encontros anteriores entre ambas ocorreram no ano passado, nos torneios de 10 mil dólares do Porto Santo. O primeiro aconteceu numa final, naquele que foi o primeiro e até ao momento único título internacional de Magali De Lattre, enquanto o outro passou-se na segunda ronda da semana seguinte. A representante do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos venceu em ambas as ocasiões, curiosamente, sempre pelos parciais de 7-5 e 6-1, mas Paulo Lucas admite que «foram grandes duelos e a vitória poderia ter caído para qualquer lado».

A campeã nacional absoluta e bicampeã nacional de juniores não será, no entanto, a única portuguesa no quadro principal da sétima edição do Vale do Lobo Ladies Open, uma vez que Joana Pangaio, a actual vice-campeã nacional de juniores, passou brilhantemente a fase de qualificação e defronta amanhã (Quarta-feira) Meli Garcia-Truchado. Esta espanhola perdeu na última ronda do ‘qualifying’, mas foi hoje repescada depois de Ivanna Israilova, do Uzbequistão, ter anunciado a sua desistência ao juiz-árbitro Paulo Oliveira.
A jogadora do Clube de Ténis da Nazaré, que treina em Espinho com o ex-internacional da Taça Davis, André Lopes, passou pela primeira vez a fase de qualificação de um torneio de 10 mil dólares mas não pretende ficar por aqui.

Entretanto, disputaram-se já hoje (Terça-feira) oito dos 16 encontros da primeira ronda do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Carla Suarez Navarro (Espanha/cs1)-Anna Smith (Grã-Bretanha), 6-4, 6-1; Irina Kotkina (Rússia/2)- Nadja Kusterer (Alemanha), 6-4, 6-1; Yera Campos-Molina (Espanha/Q)-Jennifer Tuchband (EUA/5), 6-2, 7-6 (7/3); Ana Salas-Lozano (Espanha/6)-Isabel Mas-Breto (Espanha/WC), 6-0, 6-3; Pauline Wong (Holanda)-Melissa Berry (Grã-Bretanha), 6-3, 6-2; Polona Rebersak (Eslovénia/Q)-Marine Giraud (Ilhas Maurícias), 2-6, 6-2, 6-1; Eugenia Yordanova (Bulgária/WC)-Olga Kirpicheva (Rússia/WC), 6-2, 6-4; Nina Zander (Alemanha/WC)-Melisa Cabrera-Handt (Espanha/LL), 3-6, 6-1, 6-3.

_Autor: Hugo Ribeiro


07/02/2006
Entrevista com Magali De Lattre e Paulo Lucas

Magali De Lattre (MDL), que amanhã inicia a sua participação no Vale do Lobo Ladies Open, e Paulo Lucas (PL), o seu treinador, que ocupa igualmente os cargos de seleccionador nacional feminino e de director-técnico nacional, concederam-nos uma entrevista frontal, sem fugir a eventuais polémicas. Responderam a todas as questões e, no final, Paulo Lucas admitiu «nunca ter falado desta forma numa entrevista, mas há coisas que estão a passar-se que necessitam de esclarecimentos».

No ano passado, a Magali conquistou o seu primeiro título de singulares internacional a nível profissional e subiu 440 lugares no
‘ranking’ mundial. Como encara a nova época que agora se inicia? Com uma enorme pressão pelos pontos a defender?

MDL: «O ano de 2006 é uma oportunidade de subir ainda mais no ‘ranking’. É verdade que tive um 2005 excelente, mas sinto-me
melhor em termos técnicos e tácticos, pelo que tenho a noção de poder subir ainda mais».

PL: «Desde que, no início deste ano, acabaram com os pontos de bónus para o ‘ranking’ mundial, os torneios de 10 mil dólares tornaram-se menos interessantes para uma jogadora que já tenha o ‘ranking’ da Magali. Isso significa que, sempre que nos for possível, iremos inscrevê-la em torneios de 25 mil dólares.

Esses são os objectivos internacionais. E os nacionais?

MDL: «Não penso tanto em termos nacionais. Poderei fazer alguns torneios do Grande Prémio, de modo a garantir a qualificação para o Masters. No ano passado, joguei muitos torneios nacionais porque estive várias vezes lesionada e essas provas permitiam-me entrar em competição da melhor maneira».

No ano passada foi campeã nacional pelo Clube de Ténis da Nazaré, que até se sagrou campeão nacional em equipas femininas. Porque razão se mudou no início deste ano para a Quinta dos Lombos?

MDL: «A Quinta dos Lombos já me tinha feito um convite há algum tempo, mas eu representava na altura a Nazaré e os compromissos são para se cumprir. No entanto, para esta época, decidi aceitar esse convite porque a Quinta dos Lombos vai dar-me um bom apoio em termos de gestão da minha carreira».

A Frederica Piedade também anunciou que irá representar a Quinta dos lombos em 2006. Ter a nº1 nacional e vencedora do Masters
de um lado e a nº3 nacional e campeã nacional do outro, não irá criar uma rivalidade entre ambas?

MDL: «Não. Sentimo-nos como fazendo parte da mesma equipa».

No início da sua carreira profissional recebeu um importante apoio da Fundação Luís Figo, ao integrá-la no Team Portugal. No ano passado ainda a vimos jogar com o equipamento do Team Portugal mas há algum tempo que deixou de usá-lo.
O que se passou?

MDL: «É verdade que no início de 2005 ainda joguei com os logótipos do Team Portugal e chegámos a ter conversações com a Fundação Luís Figo durante cerca de meio ano, mas depois, por alturas do Campeonato Nacional Absoluto disseram-nos que não poderiam apoiar-nos mais».

PL: «Mas nunca recebemos qualquer comunicação oficial por parte da Fundação Luís Figo a explicar-nos a sua tomada de posição.
Penso que o próprio Figo nem saberá o que se passou, pois é evidente que uma situação como esta não beneficiou o seu nome».

Na semana que passou criou-se alguma polémica em torno das negociações levadas a cabo entre o gestor da carreira da Frederica Piedade, Francisco Ribeiro, e a João Lagos Sports, tendo em conta a participação da nº1 portuguesa no Estoril Open. Pelo que veio a público num diário desportivo, a João Lagos Sports mostra-se irredutível na necessidade de se jogar o ‘pré-qualifying’ como via de acesso aos ‘wild cards’ para o ‘qualifying’ e para o quadro principal do Estoril Open. O pré-qualifying parece que será marcado para duas semanas antes do Estoril Open, ou seja, na semana anterior à selecção nacional representar Portugal na Fed Cup. Frederica Piedade alega que, como teria entrada directa no no ‘qualifying’ do Estoril Open, não teria necessidade de jogar o pré-qualifying, mas que como está a representar Portugal na altura em que decorre o ‘qualifying’, acaba por não poder jogar as duas provas ao mesmo tempo. Por isso, solicitou um ‘wild card’ para o quadro principal, o que, até ao momento, lhe foi negado. Se este cenário se mantiver, qual será a opção da Magali De Lattre? Jogar o pré-qualifying antes da Fed Cup ou faltar ao Estoril Open?

MDL: «Se o pré-qualifying for duas semanas antes do Estoril Open irá impedir-nos de jogar torneios internacionais que estão marcados para essa semana. Teremos de estudar muito bem o calendário e pensar muito bem nesse problema».

PL: «Tenho de dar uma resposta tripartida. Como treinador da Magali, sinto-me desapontado por ela não ter sido consultada antes da marcação de data do pré-qualifying. Para todos os efeitos, é a campeã nacional, é talvez a jogadora que tem revelado maior progressão e julgo que, nestes casos, dever-se-ia consultar as pessoas para acautelar os interesses de todos. Como seleccionador nacional, não abdico de nenhuma das melhores jogadoras nacionais para a Fed Cup, desde que estejam disponíveis para tal.
Ainda na qualidade de seleccionador, embora respeitando o direito que os directores de torneios têm em atribuir os ‘wild cards’ a quem desejarem, considero ridículo que qualquer torneio nacional recuse um pedido de ‘wild card’ da Frederica Piedade.
Estamos a falar da melhor jogadora portuguesa de sempre. No actual quadro nacional, não temos, em termos de ‘ranking’ e de palmarés, qualquer jogadora que lhe chegue perto. Como director-técnico nacional, lamento imenso que no último mês e meio tenha tentado contactar diversos responsáveis da João Lagos Sports, tenha deixado mensagens e recados e ainda não tenha recebido qualquer resposta, seja sobre quaisquer esclarecimentos, seja para a marcação de uma reunião. Lamento, de facto, que decisões como esta sejam tomadas à margem da Federação Portuguesa de Ténis»

_Autor: Hugo Ribeiro


06/02/2006
De Lattre engripada tem um dia de folga

Magali De Lattre pediu um dia de folga ao Vale do Lobo Ladies Open, devido a uma gripe que a afecta há cerca de uma semana e espera recuperar a tempo de lutar pela vitória neste torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy.

«Desde Quinta ou Sexta-feira que não conseguia treinar, pois cheguei a ter febre e estava muito constipada», explicou hoje (Segunda feira) a luso-helvética, que está designada sétima cabeça-de-série desta prova que, tradicionalmente, abre a época de eventos tenísticos internacionais em Portugal.

Ontem (Domingo), De Lattre foi observada pelo médico do torneio, o Dr. Fernando Moura, e hoje sentia-se «melhor, já tendo sido possível treinar». «Para além da gripe, ela está com um forte ataque de sinusite, mas estava praticamente sem medicação.
Agora, parece melhor e vamos lá a ver se a conseguimos recuperar em condições de jogar», acrescentou Fernando Moura. De todas as formas, a representante do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos solicitou ao juiz-árbitro Paulo Oliveira para só jogar a primeira ronda de singulares depois de amanhã (Quarta-feira), tendo-lhe calhado por adversária a holandesa Chayenne Ewijk, classificada 157 lugares atrás da portuguesa no ‘ranking’ mundial.

A campeã nacional absoluta e bicampeã nacional de juniores não será, no entanto, a única portuguesa no quadro principal da sétima edição do Vale do Lobo Ladies Open, uma vez que Joana Pangaio, a actual vice-campeã nacional de juniores, obteve hoje o seu melhor resultado de sempre em torneios a contar para o ‘ranking’ do WTA Tour. A jogadora do Clube de Ténis da Nazaré, que treina em Espinho com o ex-internacional da Taça Davis, André Lopes, passou pela primeira vez a fase de qualificação de um torneio de 10 mil dólares, ao derrotar a britânica Francesca Kinsella por 6-3, 6-7 (2/7) e 6-3.

O mais curioso é que, a meio do segundo ‘set’, o juiz-árbitro Paulo Oliveira ficou a saber que Pangaio, de 18 anos, entraria de qualquer forma no quadro principal, mesmo que perdesse, porque a holandesa Leoni Mekel, que deveria ser a quinta cabeça-de-série, anunciou hoje a sua desistência, deixando uma vaga para uma ‘lucky loser’ (suplente).

Ora, naquele momento em que se disputava o segundo ‘set’ do duelo Pangaio-Kisella, a portuguesa era a única cabeça-de-série do ‘qualifying’ ainda em jogo, pelo que seria sempre ela a ser repescada para o quadro principal. De todas as formas, ninguém nas bancadas quis dar-lhe essa informação, porque uma vitória na última ronda do ‘qualifying’ rende 0,75 pontos para o ‘ranking’ mundial, o que não é nada de desprezar para uma jovem que figura ainda no 1223º posto. Joana Pangaio irá defrontar a uzebeque Ivanna Israilova (638ª no WTA Tour), num duelo marcado para Quarta-feira.

Entretanto, também na fase de qualificação, mas na penúltima ronda, Catarina Ferreira foi eliminada pela nº1 da equipa turca da Fed Cup (Taça Federação), Ipek Senoglu, por 6-4, 3-6 e 6-2.

_Autor: Hugo Ribeiro


06/02/2006
Ser ou não ser, eis a questão

Nathalie Gunthardt contou-nos hoje uma história, no mínimo, peculiar. Em 2005, foi impedida de jogar qualquer Campeonato Nacional porque, segundo foi informada pela Federação Portuguesa de Ténis, não há provas de ser portuguesa. «De facto, não tenho ainda Bilhete de Identidade ou Passaporte português e até já deveria ter tratado disso – admitiu a jovem de pai suíço e mãe proveniente das Antilhas –, mas possuo a Cédula de Nascimento portuguesa».

A família está há vários anos radicada no Algarve e a jogadora já representou a Vale do Lobo Tennis Academy.
Que a FPT exija um BI ou um Passaporte nacional até se compreende, pois tem de haver um critério fidedigno para se jogar um Campeonato Nacional. O estranho é esse critério não ter sido usado em 2004, quando Nathalie Gunthardt ganhou o Campeonato Nacional de Infantis e representou selecções portuguesas de sub-12 e sub-16. «Para mim é estranho já ter jogado por Portugal e não ser considerada portuguesa», lamentou-se a jovem que, apesar de tudo, não se mostrou minimamente agastada com a situação, apenas surpresa. No ‘qualifying’ do Vale do Lobo Ladies Open, Nathalie Gunthardt, ainda em idade cadete, perdeu de entrada com
a espanhola Lydia Lopez-Lopez por 7-6 (7/3), 3-6 e 6-4.

_Autor: Hugo Ribeiro


05/02/2006
Magali De Lattre no lote das favoritas

Magali De Lattre regressa ao Vale do Lobo Ladies Open, três anos depois de ter recebido um ‘wild card’ do director de torneio, Pedro Frazão, mas fá-lo agora na pele de sétima cabeça-de-série e de favorita à conquista do torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que ontem (Sábado) arrancou na Vale do Lobo Tennis Academy, sob a organização da Premier Sports.

Muito mudou desde então na carreira da luso-helvética que, em 2003, com apenas 15 anos, viu ser-lhe atribuído um convite para o quadro principal, pela Premier Sports, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre a Vale do Lobo Tennis Academy e o clube de Sassoeiros, só possível graças ao bom relacionamento existente entre Pedro Frazão e o treinador da jogadora, Paulo Lucas, hoje em dia o director-técnico nacional.

Foi, sem dúvida, uma aposta ganha numa jovem que era, nessa altura, praticamente desconhecida, mas que, apesar de perder na primeira ronda diante da checa Lenka Novotna por 7-6 (7/5) e 6-0, demonstrou logo uma das suas qualidades, uma enorme capacidade de luta. Meses mais tarde, De Lattre venceu os seus primeiros Campeonatos Nacionais, nos escalões de Cadetes e Juniores. Em sub-18, repetiu a proeza em 2005, época que ficou marcada a nível interno pela conquista do Campeonato Nacional Absoluto e por ter sido a nº1 do Circuito Profissional Português, graças ao triunfo em 9 torneios do Grande Prémio.

A época transacta foi, no entanto, ainda mais brilhante em termos internacionais, uma vez que a jogadora de S. João do Estoril apoderou-se do seu primeiro título de singulares em torneios a contar para o ‘ranking’ mundial, no Porto Santo-5 (10 mil dólares), tendo ainda sido finalista em Gexto (Espanha, 10 mil dólares) e semifinalista em Porto Santo-6 (10 mil dólares).

É, portanto, com este novo estatuto de ganhadora que Magali De Lattre regressa a um torneio que vai para a sua sétima edição e que, como de costume, inaugura a temporada de torneios internacionais realizados em Portugal, sendo a representante do Centro Recreativo e Cultural Quinta dos Lombos a única portuguesa no quadro principal, graças ao 543º posto que ocupa no ‘ranking’ do WTA Tour, a sua melhor classificação de sempre, ela que, de 2004 para 2005, melhorou 440 posições no ‘ranking’ mundial.

O juiz-árbitro Paulo Oliveira só efectuará amanhã (Segunda-feira) o sorteio do quadro principal, mas, para já, a lista de cabeças-de- série é a seguinte: 1ª Carla Suarez-Navarro (Espanha/379ª no WTA Tour), 2ª Iria Kotkina (Rússia/402ª), 3ª Joana Cortez (Brasil/451ª), 4ª Jennifer Tuchband/522ª), 5ª Leonie Mekel (Holanda/520ª), 6ª Ana Salas (Espanha/542ª), 7ª Magali De Lattre (Portugal/543ª), Liana Balaci (Roménia/574ª).

Entretanto, na fase de qualificação, que só amanhã (Segunda-feira) termina, inscreveram-se 68 jogadoras, 12 das quais portuguesas, número que superou as 11 lusas que figuraram no ‘qualifying’ de 2005. Até ao momento, Joana Pangaio foi a única a apurar-se para a quarta e última ronda da fase de qualificação. A vice-campeã nacional de juniores ficou isenta da primeira eliminatória e derrotou depois a suíça Alexandra Derungs por 6-0 e 6-0, e a belga Julie Stas por 6-4 e 6-2.

Catarina Ferreira é a outra portuguesa com hipóteses de passar à última ronda do ‘qualifying’, pois vai defrontar a turca Ipek Senoglu, depois de ter batido a suíça Ramona Erb por 6-1 e 6-2.

Quem também chegou à terceira ronda foi Inês Moura, graças a um sucesso sobre Priscila Alves por 6-0 e 6-1, mas a pupila de Nuno Marques cedeu hoje (Domingo) diante da espanhola Melisa Cabrera-Handt por 4-6, 6-4 e 7-5.

_Autor: Hugo Ribeiro


05/02/2006
Uma carreira de sucesso

Pedro Frazão tem-se revelado um dos mais dinâmicos promotores de ténis em Portugal nos últimos anos. O proprietário da Algarveténis e da Premier Sports[+] é o organizador, promotor e director de torneio do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp (o único torneio português inserido no Circuito Mundial de Veteranos).

O Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, fundado em 2001, é a sua autêntica jóia da coroa e ganhou, por direito próprio, o estatuto de principal evento desportivo-social do Verão Algarvio, sendo considerado em Dezembro, por Marcelo Rios, o melhor torneio do ATP Tour of Champions. Em 2004, Pedro Frazão criou o SEAT Beach Tennis Open de Portugal, em parceria com a FPT, colocando-se na vanguarda de um movimento liderado pela Federação Internacional de Ténis, no sentido de institucionalizar um Circuito Mundial de Ténis de Praia. Uma das suas empresas, a Premier Sports, foi seleccionada para organizar alguns eventos do
Laureus World Sports Awards (os Óscares do Desporto) em 2005, bem como para realizar eventos desportivos em Angola. Em Portugal, é ainda responsável pelo Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional de ténis feminino de 10 mil dólares, nascido em 1999, depois de, no passado, também ter realizado etapas de circuitos satélites masculinos, a primeira das quais em 1994.

A Premier Sports promove torneios juvenis de ténis no Algarve e o, no ano passado, o Campeonato Nacional de Ténis de Praia, uma vez mais, com o apoio da FPT. Nos últimos quatro anos, esta empresa organizou o Campeonato Nacional de Veteranos e, há dois anos, o Campeonato da Europa de Veteranos por equipas. Pedro Frazão detém uma participação importante do capital do Montechoro Sports & Leisure Club, que organiza o Albufeira Ladies Open, outro torneio internacional de ténis feminino de 10 mil dólares, tendo, também, promovido um torneio internacional de ténis masculino de 10 mil dólares, entretanto extinto.
O Montechoro Sports & Leisure Club explora as infra-estruturas desportivas do Hotel Montechoro.

Na área da formação, Pedro Frazão organizou o Congresso Nacional de Ténis de 2004, em colaboração com a FPT; o Simpósio Mundial de Treinadores de Ténis de 2003, sob a égide da Federação Internacional de Ténis; e um dos módulos de formação do Registro Profissional de Ténis em 2002. No sector da divulgação do ténis, a Premier Sports produziu e comercializou o “Nostalgia Ténis”, umprograma de rádio, bidiário, integrado na grelha da extinta Rádio Nostalgia. Em 2005 fundou “A Bola do Ténis”, o suplemento mensal de ténis publicado pelo jornal diário desportivo A Bola, uma iniciativa que teve a duração de um ano.
Possui igualmente um ‘site’ institucional na Internet com ‘links’ para todas as suas provas (www.premier-sports.org).

Pedro Frazão tem ainda a concessão da Vale do Lobo Tennis Academy e do Vilamouraténis.
No capítulo do fomento, a Premier Sports realiza, há três anos, a Tenismania, um programa que tem introduzido o ténis em escolas
secundárias algarvias. Finalmente, no que diz respeito ao dirigismo desportivo, Pedro Frazão é, actualmente, vice-presidente da
Associação de Ténis do Algarve.

Um torneio como o Vale do Lobo Ladies Open não gera receitas como, por exemplo, o Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, mas, para Pedro Frazão, trata-se de uma iniciativa importante «para a dinamização do ténis na região numa época turística baixa e para o desenvolvimento do ténis feminino em Portugal, como se pode ver pelo facto de, só na fase de qualificação, termos todos os anos mais de uma dezena de tenistas nacionais».

_Autor: Hugo Ribeiro


Última Actualização: 25 de Janeiro de 2009 Copyright © 2007 Premier Sports, Lda
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