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11/02/2006
Estrela turca defronta esperança espanhola na final

A turca Ipek Senoglu e a espanhola Carla Suarez-Navarro qualificaram-se hoje (Sábado) para a final do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

Senoglu, a primeira turca a disputar um torneio do Grand Slam, que é uma autêntica estrela no seu país, derrotou a holandesa de origem asiática Pauline Wong por 6-3, 2-6 e 6-2, em duas horas e 22 minutos, enquanto Suarez-Navarro, uma jovem esperança espanhola, de apenas 17 anos, confirmou o seu estatuto de primeira cabeça-de-série ao vergar a ‘qualifyer’ eslovena Polona Rebersak por 7-6 (7/1) e 6-3, em duas horas de jogo.

Ambas as finalistas procuram o seu terceiro título de singulares em competições de 10 mil dólares, mas essa é a única semelhança.
Senoglu, a nº1 da selecção da Turquia da Fed Cup, que diz guardar boas memórias do acolhimento de Portugal, quando jogou no Jamor, tem 26 anos e é uma autêntica estrela no seu país. Em 2004, ao disputar o ‘qualifying’ de pares de Wimbledon, tornou-se na primeira turca a participar num torneio do Grand Slam. Meses depois, no Open dos Estados Unidos, voltou a fazer história ao entrar no quadro principal de pares. No Open da Austrália de 2005, ao lado da ucraniana Yulia Beygelzimer, derrotou na primeira ronda de pares as chinesas Zi Yan e Jie Zheng (as actuais campeãs do Open da Austrália). Na segunda ronda lesionou-se seriamente no ombro direito e a sua vida nunca mais foi a mesma.

«Foi uma ruptura de ligamentos e tive de ser operada a 29 de Maio», recorda-se. Quando deveria ter parado toda a actividade, a Turquia organizou pela primeira vez um torneio do WTA Tour em Istambul.
«O ministro do Desporto telefonou-me a pedir que jogasse. Não pude dizer-lhe que não, pois até me arranjou um duelo de exibição com a Vénus Williams num ‘court’ especialmente montado em cima da ponte de Istambul. Foi uma proposta irrecusável, uma oportunidade única na vida, mas custou-me um agravamento da lesão», recordou. O resultado é o facto de não possuir qualquer ranking de singulares, ela que possui 11 títulos de ‘Futures’ em pares.

Aliás, é por não estar classificada que não poderá jogar o Albufeira Ladies Open. Senoglu deveria ter começado a jogar hoje o ‘qualifying’ em Montechoro, mas não pode fazê-lo por estar ainda em prova em Vale do Lobo, sentindo-se «demasiado cansada para disputar mais do que um encontro por dia». Normalmente, deveria ter recebido um ‘special exempt’ (entrada directa no quadro principal a quem jogou bem a prova anterior), mas esse estatuto especial foi atribuído a Rebersak, que figura no 949º posto.

«Já não disputava tantos encontros há muito tempo e não me aguento nas pernas. Nem quero imaginar que ainda vou ter de jogar a final. Acho que amanhã vou preocupar-me em jogar apenas para a bancada e divertir o público porque ganhar…», admitiu a turca, que, quando viu Suarez-Navarro começar a treinar no ‘court’ ao lado, virou-se, estupefacta, para a espanhola: «não queres guardar alguma energia para a final de amanhã?».

Hoje (Sábado) concluíram-se as meias-finais do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)-Pauline Wong (Holanda), 6-3, 2-6, 6-2; Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Polona Rebersak (Eslovénia/Q), 7-6 (7/1), 6-3.

_Autor: Hugo Ribeiro


11/02/2006
Luso-brasileira quer treinar em Portugal

Carla Caetano, de 17 anos, esteve a semana inteira do Vale do Lobo Ladies Open com Paulo Lucas, integrando o grupo de trabalho que incluiu Magali De Lattre e Catarina Ferreira. «A Carla é carioca (Rio de Janeiro), mas é filha de pai português e mãe brasileira.
Tem Bilhete de Identidade português, família no Algarve e manifestou vontade de vir treinar com o nosso grupo de Sassoeiros», explicou o seleccionador nacional feminino.

A família de Carla Caetano contactou Pedro Frazão, o responsável da Vale do Lobo Tennis Academy, e foi este que se lembrou de falar com Paulo Lucas, pedindo-lhe que observasse a jogadora durante o Vale do Lobo Ladies Open.
O treinador de Magali De Lattre e director-técnico nacional assim fez e considera que «a Carla está ao nível das melhores juniores portuguesas. Veio de uma lesão grave no pulso que a forçou a mudar a esquerda a duas mãos para apenas uma mão e encontra-se no processo de consolidação do seu jogo.
Foi bem aceite pelas outras jogadoras do nosso grupo de trabalho e estamos a estudar a viabilidade da sua vinda para Portugal».

_Autor: Hugo Ribeiro


11/02/2006
Carla Suarez Navarro campeã aos 17 anos

A espanhola Carla Suarez-Navarro conquistou hoje (Domingo) o terceiro título internacional da sua ainda muito jovem carreira, no Vale do Lobo Ladies Open, o torneio feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports organizou na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

Com apenas 17 anos, a júnior de Las Palmas, Canárias, derrotou na final de singulares a crónica nº1 da Turquia, Ipek Senoglu, de 26 anos, por 6-2 e 6-3. O encontro teve a duração de 70 minutos e a espanhola nunca sentiu dificuldades em confirmar o seu estatuto de primeira cabeça-de-série, diante de uma jogadora que só teve de passar pela fase de qualificação porque tenta recuperar a carreira perdida depois de uma intervenção cirúrgica ao ombro direito no passado dia 29 de Maio.

«Portugal está mesmo ao lado de Espanha e é normal que muitos espanhóis venham jogar aqui. Alguns dos jogadores mais famosos do meu país ganharam torneios em Portugal e gostaria de seguir os seus exemplos e tornar-me numa grande jogadora», disse Suarez-Navarro, referindo-se a casos como os de Arantxa Sanchez, Emílio Sanchez, Carlos Costa, Sergi Bruguera, Alberto Berasategui, Carlos Costa, Alex Corretja e tantos outros ícones do ténis do país vizinho que brilharam também em Portugal.

O facto de Ipek Senoglu se ter apresentado exausta na final ajudou a tarefa de Carla Suarez-Navarro, a 373ª classificada no ‘ranking’ mundial, que já tinha ganho anteriormente dois torneios de 10 mil dólares, em Maiorca (2003) e na Gran Canária (2004).

«Peço desculpa por não ter podido oferecer um espectáculo melhor aos muitos espectadores que aqui vieram ver hoje a final, mas estava de tal modo cansada que quando jogava bem um ponto, levava logo dois ou três pontos a recuperar», declarou Senoglu no belo e sentido discurso que proferiu na cerimónia de entrega de prémios, um discurso que vindo do coração, que lhe valeu um sorriso de Pedro Frazão, o presidente da Premier Sports, bem como um elogio de Sander van Gelder, o presidente do Grupo de Empresas de Vale do Lobo.

A turca teve ainda de disputar a final de pares, ao lado da romena Liana Balaci, a campeã de singulares do Vale do Lobo Ladies Open em 2004, e não foi capaz de evitar mais uma derrota, ela que até conta no seu currículo com 11 títulos da especialidade. Desta feita, as suas algozes foram a francesa Émilie Bacquet e a holandesa Chayenne Ewijk, que venceram por 6-3 e 6-3. Curiosamente, Bacquet e Ewijk treinam numa academia em Las Palmas, pelo que, a sétima edição do Vale do Lobo Ladies Open foi totalmente dominada por jogadoras “fabricadas” nas Canárias.

Hoje (Sábado) concluíram-se as finais e os resultados foram os seguintes: Singulares – I Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Ipek Senoglu (Turquia/Q), 6-2, 6-3; Pares – Émilie Bacquet/Chayenne Ewijk (França/Holanda/cs4)-Liana Balaci/Ipek Senoglu (Roménia/Turquia/cs3), 6-3, 6-3.

_Autor: Hugo Ribeiro


10/02/2006
Joana Pangaio eliminada

Joana Pangaio foi hoje (Sexta-feira) eliminada nos quartos-de-final do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

A vice-campeã nacional de juniores e ex-campeã nacional de infantis, que veio da fase de qualificação, perdeu com a eslovena Polona Rebersak, outra ‘qualifyer’, pelos parciais de 6-4 e 6-1, em uma hora e 23 minutos de jogo. Terminou, assim, a bela prova da jovem portuense, que suspendeu os seus estudos universitários em Desporto (primeiro ano da licenciatura) para tentar a sua sorte no sempre difícil circuito profissional feminino. Foi a primeira vez que chegou aos quartos-de-final de uma prova a contar para o ‘ranking’ mundial, que lhe valeu um prémio monetário de 178,2 euros.

O encontro foi marcado pela interrupção originada pela chuva, quando Pangaio vencia por 3-1 e Rebersak demonstrava alguns sinais de impaciência por uma série de erros cometidos. Após um intervalo de exactamente uma hora, o encontro recomeçou já com características distintas, dada a recuperação anímica da eslovena. «Acho que a paragem me prejudicou porque ela apareceu completamente diferente», confirmou a portuguesa, de 18 anos, que cedeu os quatro jogos consecutivos. Só nessa altura, a perder por 3-5, reagiu, quebrando o serviço de Rebersak, mas foi depois traída pelo seu próprio saque. Até esse momento, ou seja, até ao nono jogo, Pangaio tinha colocado 12 dos 21 primeiros serviços que efectuou.
Aos 4-5 só meteu um primeiro serviço em seis tentativas. Foi-lhe fatal, dado que Rebersak pressionou-lhe sistematicamente a segunda bola.

Com o primeiro ‘set’ “no bolso”, a eslovena soltou-se, “abriu o livro” e mostrou porque razão estava a jogar os quartos-de-final de um torneio internacional pela quarta vez na sua carreira, ela que só no passado dia 9 completou 19 anos. Mesmo assim, apesar do pesado parcial de 6-1 na segunda partida, Joana Pangaio esteve a um bom nível, não deixou de lutar e até revelou lucidez táctica, mas foi esmagada pela superior potência e ritmo de jogo da adversária.

«No último jogo do primeiro ‘set’ o meu serviço começou a ficar irregular e isso afectou-me», lamentou-se a jogadora do Clube de Ténis da Nazaré. As estatísticas confirmam a sua análise, uma vez que a sua percentagem de primeiras bolas válidas baixou para 35% nos últimos quatro jogos de serviço. Já o seleccionador nacional feminino, Paulo Lucas, considerou que Pangaio poderia ter feito um pouco melhor: «A Joana deixou-a mandar no jogo e não se pode fazer isso frente a uma adversária com a experiência que ela tem a nível europeu». De todas as formas, é opinião comum que o balanço da participação de Joana Pangaio neste primeiro torneio da época de eventos internacionais em Portugal é largamente positivo. «Foi muito melhor do que estava à espera – declarou a visada – pois acabei agora mesmo a pré-temporada e ainda me sinto um pouco pesada para a competição».

Sem tempo de respirar, Joana Pangaio inicia já amanhã a participação no Albufeira Ladies Open, o outro torneio de 10 mil dólares que arranca nos ‘courts’ do Hotel Montechoro. Será difícil a mentalização de voltar a um ‘qualifying’, 24 horas depois de se ter discutido o acesso a uma meia-final de um quadro principal? A portuguesa garante que não: «Já vinha preparada para jogar os ‘qualifyings’ dos três torneios algarvios». No entanto, sabe que esteve muito perto de descansar três dias, pois uma vitória hoje ter-lhe-ia garantido um lugar no quadro principal de Albufeira como ‘special exempt’.

Hoje (Sexta-feira) concluíram-se os quartos-de-final do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)- Chayenne Ewijk (Holanda), 6-3, 1-6, 6-2; Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Liana Balaci (Roménia/8), 7-5, 6-0; Pauline Wong (Holanda)-Susanna Lingman (EUA/Q), 6-1, 7-5; Polona Rebersak (Eslovénia/Q)-Joana Pangaio (Portugal/Q), 6-4, 6-1.

Entretanto, nas meias-finais de pares, Magali De Lattre e a brasileira de pai português, Joana Cortez, perderam com a romena Liana Balaci e a turca Ipek Senoglu por 6-2 e 6-4.

_Autor: Hugo Ribeiro


10/02/2006
Espírito de Equipa

Aos poucos, a elite do ténis feminino nacional começa a chegar ao Algarve e hoje foi a vez da ex-campeã nacional absoluta Ana Nogueira aparecer em Vale do Lobo, explicando que esteve «mais de um mês parada, devido a uma lesão num joelho, que já se fazia sentir no Masters do ano passado».

_Autor: Hugo Ribeiro


09/02/2006
Joana Pangaio nos quartos-de-final

Joana Pangaio qualificou-se hoje (Quinta-feira) para os quartos-de-final do Vale do Lobo Ladies Open, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve, sendo a primeira vez que a portuguesa de 18 anos atinge uma fase tão adiantada num torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour.

A vice-campeã nacional de juniores e ex-campeã nacional de infantis, que veio da fase de qualificação, cometeu a proeza de eliminar a terceira cabeça-de-série, a francesa Émilie Bacquet, pelos parciais de 3-6, 6-4 e 6-1, em uma hora e 45 minutos de jogo.
A gaulesa veio também da fase de qualificação, por não se ter inscrito a tempo no quadro principal, mas figura no 421º posto do ‘ranking’ mundial, razão pela qual passou a terceira cabeça-de-série mal logrou o apuramento. «Foi a jogadora melhor ‘rankeada’ a que já ganhei», rejubilou a jovem portuense, que suspendeu os seus estudos universitários em Desporto (primeiro ano da licenciatura) para tentar a sua sorte no sempre difícil circuito profissional feminino.

«Não estava nada à espera de ganhar-lhe e foi uma surpresa, pois ela joga muito melhor do que mostrou hoje e, no ano passado, quando joguei com ela, levei uma coça», explicou Pangaio, que, num dos torneios de Porto Santo, perdera frente a Bacquet por 6-2 e 6-0. É evidente que também houve algum mérito seu na menor produção de jogo da adversária, ao «apostar num jogo mais variado, com quebras de ritmo originadas por ‘slices’ ou ‘amorties’, a partir do segundo ‘set’».

À saída do ‘court’ central da Vale do Lobo Tennis Academy, Joana Pangaio brincou também com o facto de ter actuado num placo que tem ainda pintado nos topos os logótipos do Delta ATP Tour of Champions, o nome do circuito mundial de veteranos até Dezembro de 2005 (ontem foi anunciada a nova designação de Merril Lynch ATP Tour of Champions). «Não admira que tantos
jogadores famosos gostem de jogar aqui. Este clube é lindo e sinto-me muito bem aqui», afirmou, referindo-se obviamente ao Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, que, nos últimos cinco anos, tem atraído super-craques como Bjorn Borg, John McEnroe, Mats Wilander, Jim Courier, Yannick Noah, Pat Cash, entre outros nomes famosos.

Ao dirigir-se às outras jogadoras portuguesas – Magali De Lattre, Inês Moura e Rita Gouveia – que a felicitaram, Pangaio, do Clube de Ténis da Nazaré, viu o seleccionador nacional feminino ao telefone. «Estava a falar com o teu treinador (André Lopes, em Espinho), para dar-lhe as boas notícias», esclareceu-lhe Paulo Lucas, que se predispôs a ajudá-la na preparação para o duelo de amanhã (Sexta-feira), dos quartos-de-final, frente a outra jogadora oriunda da fase de qualificação, no segundo encontro das 11 horas, ou seja, por volta das 12:30h. «Nunca a defrontei, mas ela está na mesma faixa etária que eu e encontrei-a várias vezes em Campeonatos da Europa de sub-16 e sub-18. Sei como joga», declarou a portuguesa.

«Vamos fazer um ‘briefing’ do que a Joana terá de fazer amanhã, mas a eslovena Polona Rebersak é uma jogadora que está muito habituada a usar a potência das adversárias para as surpreender. Sabe variar o jogo e está habituada à dureza da competição», disse Paulo Lucas, enquanto observava o desempenho da sua jogadora, Magali de Lattre, no torneio de pares, no qual está a actuar ao lado da brasileira Joana Cortez. Esta dupla curiosa – já que De Lattre tem um pai suíço e Cortez um progenitor português – está cotada como segunda cabeça-de-série e qualificou-se para os quartos-de-final, ao derrotar ontem ao fim da tarde (Quarta-feira)
as britânicas Melissa Berry e Anna Smith por 6-4 e 6-4, e hoje as brasileiras Juliana Botelho e Florentina Hanisch por 6-0 e 6-2.

Hoje (Quinta-feira) concluiu-se a segunda ronda do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)-Eugenia Yordanova (Bulgária/WC), 6-4, 6-4; Carla Suarez-Navarro (Espanha/cs1)-Eleonora Punzo (Itália), 6-1, 6-2; Susanna Lingman (EUA/Q)-Irina Kotkina (Rússia/2), 0-6, 7-6 (7/3), 6-1; Joana Pangaio (Portugal/Q)-Emilie Bacquet (França/3/Q), 3-6, 6-4, 6-1; Chayenne Ewijk (Holanda)-Timna Ticic (Croácia), 6-3, 6-3; Liana Balaci (Roménia/8)-Nina Zander (Alemanha/WC), 6-2, 6-4; Polona Rebersak (Eslovénia/Q)-Yera Campos-Molina (Espanha/Q), 6-1, 7-6 (7/5); Pauline Wong (Holanda), Ana Salas-Lozano (Espanha/6), 6-7 (4/7), 6-4, 6-2.

_Autor: Hugo Ribeiro


08/02/2006
Pangaio na segunda ronda, De Lattre eliminada

Joana Pangaio qualificou-se hoje (Quarta-feira) para os oitavos-de-final, enquanto Magali De Lattre foi eliminada, na primeira ronda de singulares do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy, no Algarve.

Joana Pangaio, que veio da fase de qualificação, derrotou a ‘lucky loser’ (repescada) espanhola Meli Garcia-Truchado por convincentes 6-2 e 6-2, em 73 minutos, enquanto Magali De Lattre, que era a sétima cabeça-de-série, foi afastada pela holandesa Chayenne Ewijk or 6-0, 6-7 (5/7) e 6-2, em duas horas e oito minutos.

«Não é a primeira vez que passo uma ronda num torneio de 10 mil dólares, mas é a primeira vez que o faço depois de ter passado o ‘qualifying’. Por isso, embora já tenha jogado melhor, tenho de considerar este como o melhor resultado internacional da minha carreira, até ao momento, pois 1,75 pontos para o ‘ranking’ mundial já é muito bom», disse a vice-campeã nacional de juniores, que é treinada em Espinho pelo ex-internacional da Taça Davis, André Lopes, embora esteja só em Vale do Lobo. O Vale do Lobo Ladies Open é o nono torneio profissional de Joana Pangaio, de 18 anos, que irá tentar, amanhã (Quinta-feira), qualificar-se pela primeira vez para os quartos-de-final. Em Porto Santo-5, Porto Santo-4, em Outubro do ano passado, nos últimos torneios internacionais que disputou, atingiu igualmente os oitavos-de-final, pelo que a jovem do Clube de ténis da Nazaré está pela terceira vez consecutiva numa segunda ronda.

Contudo, tem a consciência de que, «esta semana», teve «alguma felicidade no sorteio» já que não se encontra «exactamente como queria em termos de agressividade no ‘court’». Sente-se «melhor de dia para dia, mais habituada às condições de jogo», mas terá agora pela frente a francesa Emilie Bacquet, a terceira cabeça-de-série, que também passou o ‘qualifying’ por não se ter inscrito a tempo no quadro principal. «Vai ser muito complicado», admitiu Pangaio, que perdeu com Bacquet na segunda ronda de
Porto Santo-2 por 6-2 e 6-0.

É claro que nem sempre os duelos anteriores são os melhores indicadores. Que o diga Magali De Lattre, que tinha batido a holandesa Chayenne Ewijk por duas vezes, no ano passado, nos dois torneios de 10 mil dólares do Porto Santo, primeiro numa final e depois na segunda ronda, curiosamente, sempre pelos parciais de 7-5 e 6-1. Hoje a história foi bem diferente por variadas razões.
A representante do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos está, de facto, muito debilitada e foi notório que não aguentava longas trocas de bola, um dos seus pontos fortes. «Estou mesmo doente e afectou-me muito. Terminei os três ‘sets’ muito cansada e só a meio do segundo ‘set’ comecei, por exemplo, a habituar-me à respiração», lamentou-se a campeã nacional absoluta, que está a ser medicada com antibióticos para combater uma gripe, uma faringite e um ataque de sinusite!

«Disse-lhe que só teria hipóteses de resolvesse os problemas com o recurso ao serviço e a jogadas curtas, explorando ainda as bolas ao longo da linha, mas no primeiro ‘set’ viu-se logo que não conseguia porque a outra chegava a tudo e não dava pontos de borla.
No segundo ‘set’, quando se viu a ganhar por 3-0, a holandesa relaxou e, nesse momento, a Magali agarrou de novo o jogo e mostrou uma das suas características que é lutar até ao fim, salvando mesmo um ‘match-point’ a 4-5. Já no terceiro ‘set’, a Magali poderia ter aproveitado melhor a quebra anímica da adversária, pois fez ‘breaks’ para 1-0 e 2-1, mas nunca os confirmou no seu próprio serviço.
A partir dos 2-2, temi logo pela sua condição física e foi o que se viu», analisou Paulo Lucas, o treinador da jogadora. De todas as formas, o também seleccionador nacional feminino ficou «com boas indicações para o resto da época, havendo razões para estar confiante».

Claro que as razões da derrota da portuguesa não estiveram apenas nas suas debilidades, mas igualmente nos pontos fortes da holandesa que tem um jogo fácil, variado, potente, com mudanças de ritmo, bastante mais maduro do que seria de supor por parte de uma jovem de 17 anos. Chayenne Ewijk mora há 14 anos nas Canárias e treina há nove meses com o antigo jogador de circuitos satélites Acaymo Medina: «Ela tem vindo a melhorar imenso e tem muito a progredir».

Hoje (Quarta-feira) concluiu-se a primeira ronda do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Ipek Senoglu (Turquia/Q)-Joana Cortez (Brasil/cs4), 6-0, 6-3; Eleonora Punzo (Itália)-Martina Babakova (Eslováquia/Q), 7-5, 7-6 (7/2); Susanna Lingman (EUA/Q)-Hannah Kuervers (Alemanha), 4-6, 6-4, 6-1; Emilie Bacquet (França/3/Q)-Melisa Miranda-Otarola (Chile), 6-2, 6-1; Timna Ticic (Croácia)-Daria Petrovic (Sérvia Montenegro/Q), 7-5, 7-5; Liana Balaci (Roménia/8)-Irina Nossenko (Ucrânia), 6-4, 6-1; Chayenne Ewijk (Holanda)-Magali De Lattre (Portugal/7), 6-0, 6-7 (2/7), 6-2; Joana Pangaio (Portugal/Q)-Meli Garcia-Truchado (Espanha/LL), 6-2, 6-2.


_Autor: Hugo Ribeiro


07/02/2006
Magali De Lattre procura terceira vitória frente a holandesa

Magali De Lattre sentirá amanhã (Quarta-feira) grandes dificuldades diante da holandesa Chayenne Ewijk na primeira ronda de singulares do Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy.

«A Magali tem tido sempre muito azar nestes torneios que abrem a época e, este ano, quando se encontrava em excelentes condições técnicas, tácticas e físicas, aconteceu-lhe isto. Agora, até lhe apareceu uma faringite e esteve a noite toda a tossir», lamentou-se Paulo Lucas, o treinador da campeã nacional absoluta. Depois da gripe e do ataque de sinusite, só faltava mesmo uma faringite para debilitá-la ainda mais, frente a uma adversária cujo ponto forte é exactamente o poder físico.

«É uma jogadora muito dura, quer física, quer mentalmente, e desenvolve um tipo de jogo à espanhola ou à argentina, com uma bola rápida e muito ‘spinada’. Nas duas vezes que lhe ganhei, eu estava em grande forma física mas hoje sinto-me muito em baixo e, apesar de ajudar conhecer o seu jogo, sei que será muito mais difícil», explicou hoje (Terça-feira) a luso-helvética, sétima cabeça-de- série desta prova que, tradicionalmente, abre a época de eventos tenísticos internacionais em Portugal.

Os dois encontros anteriores entre ambas ocorreram no ano passado, nos torneios de 10 mil dólares do Porto Santo. O primeiro aconteceu numa final, naquele que foi o primeiro e até ao momento único título internacional de Magali De Lattre, enquanto o outro passou-se na segunda ronda da semana seguinte. A representante do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos venceu em ambas as ocasiões, curiosamente, sempre pelos parciais de 7-5 e 6-1, mas Paulo Lucas admite que «foram grandes duelos e a vitória poderia ter caído para qualquer lado».

A campeã nacional absoluta e bicampeã nacional de juniores não será, no entanto, a única portuguesa no quadro principal da sétima edição do Vale do Lobo Ladies Open, uma vez que Joana Pangaio, a actual vice-campeã nacional de juniores, passou brilhantemente a fase de qualificação e defronta amanhã (Quarta-feira) Meli Garcia-Truchado. Esta espanhola perdeu na última ronda do ‘qualifying’, mas foi hoje repescada depois de Ivanna Israilova, do Uzbequistão, ter anunciado a sua desistência ao juiz-árbitro Paulo Oliveira.
A jogadora do Clube de Ténis da Nazaré, que treina em Espinho com o ex-internacional da Taça Davis, André Lopes, passou pela primeira vez a fase de qualificação de um torneio de 10 mil dólares mas não pretende ficar por aqui.

Entretanto, disputaram-se já hoje (Terça-feira) oito dos 16 encontros da primeira ronda do quadro principal de singulares e os resultados foram os seguintes: Carla Suarez Navarro (Espanha/cs1)-Anna Smith (Grã-Bretanha), 6-4, 6-1; Irina Kotkina (Rússia/2)- Nadja Kusterer (Alemanha), 6-4, 6-1; Yera Campos-Molina (Espanha/Q)-Jennifer Tuchband (EUA/5), 6-2, 7-6 (7/3); Ana Salas-Lozano (Espanha/6)-Isabel Mas-Breto (Espanha/WC), 6-0, 6-3; Pauline Wong (Holanda)-Melissa Berry (Grã-Bretanha), 6-3, 6-2; Polona Rebersak (Eslovénia/Q)-Marine Giraud (Ilhas Maurícias), 2-6, 6-2, 6-1; Eugenia Yordanova (Bulgária/WC)-Olga Kirpicheva (Rússia/WC), 6-2, 6-4; Nina Zander (Alemanha/WC)-Melisa Cabrera-Handt (Espanha/LL), 3-6, 6-1, 6-3.

_Autor: Hugo Ribeiro


07/02/2006
Entrevista com Magali De Lattre e Paulo Lucas

Magali De Lattre (MDL), que amanhã inicia a sua participação no Vale do Lobo Ladies Open, e Paulo Lucas (PL), o seu treinador, que ocupa igualmente os cargos de seleccionador nacional feminino e de director-técnico nacional, concederam-nos uma entrevista frontal, sem fugir a eventuais polémicas. Responderam a todas as questões e, no final, Paulo Lucas admitiu «nunca ter falado desta forma numa entrevista, mas há coisas que estão a passar-se que necessitam de esclarecimentos».

No ano passado, a Magali conquistou o seu primeiro título de singulares internacional a nível profissional e subiu 440 lugares no
‘ranking’ mundial. Como encara a nova época que agora se inicia? Com uma enorme pressão pelos pontos a defender?

MDL: «O ano de 2006 é uma oportunidade de subir ainda mais no ‘ranking’. É verdade que tive um 2005 excelente, mas sinto-me
melhor em termos técnicos e tácticos, pelo que tenho a noção de poder subir ainda mais».

PL: «Desde que, no início deste ano, acabaram com os pontos de bónus para o ‘ranking’ mundial, os torneios de 10 mil dólares tornaram-se menos interessantes para uma jogadora que já tenha o ‘ranking’ da Magali. Isso significa que, sempre que nos for possível, iremos inscrevê-la em torneios de 25 mil dólares.

Esses são os objectivos internacionais. E os nacionais?

MDL: «Não penso tanto em termos nacionais. Poderei fazer alguns torneios do Grande Prémio, de modo a garantir a qualificação para o Masters. No ano passado, joguei muitos torneios nacionais porque estive várias vezes lesionada e essas provas permitiam-me entrar em competição da melhor maneira».

No ano passada foi campeã nacional pelo Clube de Ténis da Nazaré, que até se sagrou campeão nacional em equipas femininas. Porque razão se mudou no início deste ano para a Quinta dos Lombos?

MDL: «A Quinta dos Lombos já me tinha feito um convite há algum tempo, mas eu representava na altura a Nazaré e os compromissos são para se cumprir. No entanto, para esta época, decidi aceitar esse convite porque a Quinta dos Lombos vai dar-me um bom apoio em termos de gestão da minha carreira».

A Frederica Piedade também anunciou que irá representar a Quinta dos lombos em 2006. Ter a nº1 nacional e vencedora do Masters
de um lado e a nº3 nacional e campeã nacional do outro, não irá criar uma rivalidade entre ambas?

MDL: «Não. Sentimo-nos como fazendo parte da mesma equipa».

No início da sua carreira profissional recebeu um importante apoio da Fundação Luís Figo, ao integrá-la no Team Portugal. No ano passado ainda a vimos jogar com o equipamento do Team Portugal mas há algum tempo que deixou de usá-lo.
O que se passou?

MDL: «É verdade que no início de 2005 ainda joguei com os logótipos do Team Portugal e chegámos a ter conversações com a Fundação Luís Figo durante cerca de meio ano, mas depois, por alturas do Campeonato Nacional Absoluto disseram-nos que não poderiam apoiar-nos mais».

PL: «Mas nunca recebemos qualquer comunicação oficial por parte da Fundação Luís Figo a explicar-nos a sua tomada de posição.
Penso que o próprio Figo nem saberá o que se passou, pois é evidente que uma situação como esta não beneficiou o seu nome».

Na semana que passou criou-se alguma polémica em torno das negociações levadas a cabo entre o gestor da carreira da Frederica Piedade, Francisco Ribeiro, e a João Lagos Sports, tendo em conta a participação da nº1 portuguesa no Estoril Open. Pelo que veio a público num diário desportivo, a João Lagos Sports mostra-se irredutível na necessidade de se jogar o ‘pré-qualifying’ como via de acesso aos ‘wild cards’ para o ‘qualifying’ e para o quadro principal do Estoril Open. O pré-qualifying parece que será marcado para duas semanas antes do Estoril Open, ou seja, na semana anterior à selecção nacional representar Portugal na Fed Cup. Frederica Piedade alega que, como teria entrada directa no no ‘qualifying’ do Estoril Open, não teria necessidade de jogar o pré-qualifying, mas que como está a representar Portugal na altura em que decorre o ‘qualifying’, acaba por não poder jogar as duas provas ao mesmo tempo. Por isso, solicitou um ‘wild card’ para o quadro principal, o que, até ao momento, lhe foi negado. Se este cenário se mantiver, qual será a opção da Magali De Lattre? Jogar o pré-qualifying antes da Fed Cup ou faltar ao Estoril Open?

MDL: «Se o pré-qualifying for duas semanas antes do Estoril Open irá impedir-nos de jogar torneios internacionais que estão marcados para essa semana. Teremos de estudar muito bem o calendário e pensar muito bem nesse problema».

PL: «Tenho de dar uma resposta tripartida. Como treinador da Magali, sinto-me desapontado por ela não ter sido consultada antes da marcação de data do pré-qualifying. Para todos os efeitos, é a campeã nacional, é talvez a jogadora que tem revelado maior progressão e julgo que, nestes casos, dever-se-ia consultar as pessoas para acautelar os interesses de todos. Como seleccionador nacional, não abdico de nenhuma das melhores jogadoras nacionais para a Fed Cup, desde que estejam disponíveis para tal.
Ainda na qualidade de seleccionador, embora respeitando o direito que os directores de torneios têm em atribuir os ‘wild cards’ a quem desejarem, considero ridículo que qualquer torneio nacional recuse um pedido de ‘wild card’ da Frederica Piedade.
Estamos a falar da melhor jogadora portuguesa de sempre. No actual quadro nacional, não temos, em termos de ‘ranking’ e de palmarés, qualquer jogadora que lhe chegue perto. Como director-técnico nacional, lamento imenso que no último mês e meio tenha tentado contactar diversos responsáveis da João Lagos Sports, tenha deixado mensagens e recados e ainda não tenha recebido qualquer resposta, seja sobre quaisquer esclarecimentos, seja para a marcação de uma reunião. Lamento, de facto, que decisões como esta sejam tomadas à margem da Federação Portuguesa de Ténis»

_Autor: Hugo Ribeiro


06/02/2006
De Lattre engripada tem um dia de folga

Magali De Lattre pediu um dia de folga ao Vale do Lobo Ladies Open, devido a uma gripe que a afecta há cerca de uma semana e espera recuperar a tempo de lutar pela vitória neste torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que a Premier Sports está a organizar na Vale do Lobo Tennis Academy.

«Desde Quinta ou Sexta-feira que não conseguia treinar, pois cheguei a ter febre e estava muito constipada», explicou hoje (Segunda feira) a luso-helvética, que está designada sétima cabeça-de-série desta prova que, tradicionalmente, abre a época de eventos tenísticos internacionais em Portugal.

Ontem (Domingo), De Lattre foi observada pelo médico do torneio, o Dr. Fernando Moura, e hoje sentia-se «melhor, já tendo sido possível treinar». «Para além da gripe, ela está com um forte ataque de sinusite, mas estava praticamente sem medicação.
Agora, parece melhor e vamos lá a ver se a conseguimos recuperar em condições de jogar», acrescentou Fernando Moura. De todas as formas, a representante do Centro Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos solicitou ao juiz-árbitro Paulo Oliveira para só jogar a primeira ronda de singulares depois de amanhã (Quarta-feira), tendo-lhe calhado por adversária a holandesa Chayenne Ewijk, classificada 157 lugares atrás da portuguesa no ‘ranking’ mundial.

A campeã nacional absoluta e bicampeã nacional de juniores não será, no entanto, a única portuguesa no quadro principal da sétima edição do Vale do Lobo Ladies Open, uma vez que Joana Pangaio, a actual vice-campeã nacional de juniores, obteve hoje o seu melhor resultado de sempre em torneios a contar para o ‘ranking’ do WTA Tour. A jogadora do Clube de Ténis da Nazaré, que treina em Espinho com o ex-internacional da Taça Davis, André Lopes, passou pela primeira vez a fase de qualificação de um torneio de 10 mil dólares, ao derrotar a britânica Francesca Kinsella por 6-3, 6-7 (2/7) e 6-3.

O mais curioso é que, a meio do segundo ‘set’, o juiz-árbitro Paulo Oliveira ficou a saber que Pangaio, de 18 anos, entraria de qualquer forma no quadro principal, mesmo que perdesse, porque a holandesa Leoni Mekel, que deveria ser a quinta cabeça-de-série, anunciou hoje a sua desistência, deixando uma vaga para uma ‘lucky loser’ (suplente).

Ora, naquele momento em que se disputava o segundo ‘set’ do duelo Pangaio-Kisella, a portuguesa era a única cabeça-de-série do ‘qualifying’ ainda em jogo, pelo que seria sempre ela a ser repescada para o quadro principal. De todas as formas, ninguém nas bancadas quis dar-lhe essa informação, porque uma vitória na última ronda do ‘qualifying’ rende 0,75 pontos para o ‘ranking’ mundial, o que não é nada de desprezar para uma jovem que figura ainda no 1223º posto. Joana Pangaio irá defrontar a uzebeque Ivanna Israilova (638ª no WTA Tour), num duelo marcado para Quarta-feira.

Entretanto, também na fase de qualificação, mas na penúltima ronda, Catarina Ferreira foi eliminada pela nº1 da equipa turca da Fed Cup (Taça Federação), Ipek Senoglu, por 6-4, 3-6 e 6-2.

_Autor: Hugo Ribeiro


06/02/2006
Ser ou não ser, eis a questão

Nathalie Gunthardt contou-nos hoje uma história, no mínimo, peculiar. Em 2005, foi impedida de jogar qualquer Campeonato Nacional porque, segundo foi informada pela Federação Portuguesa de Ténis, não há provas de ser portuguesa. «De facto, não tenho ainda Bilhete de Identidade ou Passaporte português e até já deveria ter tratado disso – admitiu a jovem de pai suíço e mãe proveniente das Antilhas –, mas possuo a Cédula de Nascimento portuguesa».

A família está há vários anos radicada no Algarve e a jogadora já representou a Vale do Lobo Tennis Academy.
Que a FPT exija um BI ou um Passaporte nacional até se compreende, pois tem de haver um critério fidedigno para se jogar um Campeonato Nacional. O estranho é esse critério não ter sido usado em 2004, quando Nathalie Gunthardt ganhou o Campeonato Nacional de Infantis e representou selecções portuguesas de sub-12 e sub-16. «Para mim é estranho já ter jogado por Portugal e não ser considerada portuguesa», lamentou-se a jovem que, apesar de tudo, não se mostrou minimamente agastada com a situação, apenas surpresa. No ‘qualifying’ do Vale do Lobo Ladies Open, Nathalie Gunthardt, ainda em idade cadete, perdeu de entrada com
a espanhola Lydia Lopez-Lopez por 7-6 (7/3), 3-6 e 6-4.

_Autor: Hugo Ribeiro


05/02/2006
Magali De Lattre no lote das favoritas

Magali De Lattre regressa ao Vale do Lobo Ladies Open, três anos depois de ter recebido um ‘wild card’ do director de torneio, Pedro Frazão, mas fá-lo agora na pele de sétima cabeça-de-série e de favorita à conquista do torneio internacional feminino, de 10 mil dólares em prémios monetários, a contar para o 'ranking' mundial do WTA Tour, que ontem (Sábado) arrancou na Vale do Lobo Tennis Academy, sob a organização da Premier Sports.

Muito mudou desde então na carreira da luso-helvética que, em 2003, com apenas 15 anos, viu ser-lhe atribuído um convite para o quadro principal, pela Premier Sports, ao abrigo de um protocolo estabelecido entre a Vale do Lobo Tennis Academy e o clube de Sassoeiros, só possível graças ao bom relacionamento existente entre Pedro Frazão e o treinador da jogadora, Paulo Lucas, hoje em dia o director-técnico nacional.

Foi, sem dúvida, uma aposta ganha numa jovem que era, nessa altura, praticamente desconhecida, mas que, apesar de perder na primeira ronda diante da checa Lenka Novotna por 7-6 (7/5) e 6-0, demonstrou logo uma das suas qualidades, uma enorme capacidade de luta. Meses mais tarde, De Lattre venceu os seus primeiros Campeonatos Nacionais, nos escalões de Cadetes e Juniores. Em sub-18, repetiu a proeza em 2005, época que ficou marcada a nível interno pela conquista do Campeonato Nacional Absoluto e por ter sido a nº1 do Circuito Profissional Português, graças ao triunfo em 9 torneios do Grande Prémio.

A época transacta foi, no entanto, ainda mais brilhante em termos internacionais, uma vez que a jogadora de S. João do Estoril apoderou-se do seu primeiro título de singulares em torneios a contar para o ‘ranking’ mundial, no Porto Santo-5 (10 mil dólares), tendo ainda sido finalista em Gexto (Espanha, 10 mil dólares) e semifinalista em Porto Santo-6 (10 mil dólares).

É, portanto, com este novo estatuto de ganhadora que Magali De Lattre regressa a um torneio que vai para a sua sétima edição e que, como de costume, inaugura a temporada de torneios internacionais realizados em Portugal, sendo a representante do Centro Recreativo e Cultural Quinta dos Lombos a única portuguesa no quadro principal, graças ao 543º posto que ocupa no ‘ranking’ do WTA Tour, a sua melhor classificação de sempre, ela que, de 2004 para 2005, melhorou 440 posições no ‘ranking’ mundial.

O juiz-árbitro Paulo Oliveira só efectuará amanhã (Segunda-feira) o sorteio do quadro principal, mas, para já, a lista de cabeças-de- série é a seguinte: 1ª Carla Suarez-Navarro (Espanha/379ª no WTA Tour), 2ª Iria Kotkina (Rússia/402ª), 3ª Joana Cortez (Brasil/451ª), 4ª Jennifer Tuchband/522ª), 5ª Leonie Mekel (Holanda/520ª), 6ª Ana Salas (Espanha/542ª), 7ª Magali De Lattre (Portugal/543ª), Liana Balaci (Roménia/574ª).

Entretanto, na fase de qualificação, que só amanhã (Segunda-feira) termina, inscreveram-se 68 jogadoras, 12 das quais portuguesas, número que superou as 11 lusas que figuraram no ‘qualifying’ de 2005. Até ao momento, Joana Pangaio foi a única a apurar-se para a quarta e última ronda da fase de qualificação. A vice-campeã nacional de juniores ficou isenta da primeira eliminatória e derrotou depois a suíça Alexandra Derungs por 6-0 e 6-0, e a belga Julie Stas por 6-4 e 6-2.

Catarina Ferreira é a outra portuguesa com hipóteses de passar à última ronda do ‘qualifying’, pois vai defrontar a turca Ipek Senoglu, depois de ter batido a suíça Ramona Erb por 6-1 e 6-2.

Quem também chegou à terceira ronda foi Inês Moura, graças a um sucesso sobre Priscila Alves por 6-0 e 6-1, mas a pupila de Nuno Marques cedeu hoje (Domingo) diante da espanhola Melisa Cabrera-Handt por 4-6, 6-4 e 7-5.

_Autor: Hugo Ribeiro


05/02/2006
Uma carreira de sucesso

Pedro Frazão tem-se revelado um dos mais dinâmicos promotores de ténis em Portugal nos últimos anos. O proprietário da Algarveténis e da Premier Sports[+] é o organizador, promotor e director de torneio do Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp (o único torneio português inserido no Circuito Mundial de Veteranos).

O Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, fundado em 2001, é a sua autêntica jóia da coroa e ganhou, por direito próprio, o estatuto de principal evento desportivo-social do Verão Algarvio, sendo considerado em Dezembro, por Marcelo Rios, o melhor torneio do ATP Tour of Champions. Em 2004, Pedro Frazão criou o SEAT Beach Tennis Open de Portugal, em parceria com a FPT, colocando-se na vanguarda de um movimento liderado pela Federação Internacional de Ténis, no sentido de institucionalizar um Circuito Mundial de Ténis de Praia. Uma das suas empresas, a Premier Sports, foi seleccionada para organizar alguns eventos do
Laureus World Sports Awards (os Óscares do Desporto) em 2005, bem como para realizar eventos desportivos em Angola. Em Portugal, é ainda responsável pelo Vale do Lobo Ladies Open, o torneio internacional de ténis feminino de 10 mil dólares, nascido em 1999, depois de, no passado, também ter realizado etapas de circuitos satélites masculinos, a primeira das quais em 1994.

A Premier Sports promove torneios juvenis de ténis no Algarve e o, no ano passado, o Campeonato Nacional de Ténis de Praia, uma vez mais, com o apoio da FPT. Nos últimos quatro anos, esta empresa organizou o Campeonato Nacional de Veteranos e, há dois anos, o Campeonato da Europa de Veteranos por equipas. Pedro Frazão detém uma participação importante do capital do Montechoro Sports & Leisure Club, que organiza o Albufeira Ladies Open, outro torneio internacional de ténis feminino de 10 mil dólares, tendo, também, promovido um torneio internacional de ténis masculino de 10 mil dólares, entretanto extinto.
O Montechoro Sports & Leisure Club explora as infra-estruturas desportivas do Hotel Montechoro.

Na área da formação, Pedro Frazão organizou o Congresso Nacional de Ténis de 2004, em colaboração com a FPT; o Simpósio Mundial de Treinadores de Ténis de 2003, sob a égide da Federação Internacional de Ténis; e um dos módulos de formação do Registro Profissional de Ténis em 2002. No sector da divulgação do ténis, a Premier Sports produziu e comercializou o “Nostalgia Ténis”, umprograma de rádio, bidiário, integrado na grelha da extinta Rádio Nostalgia. Em 2005 fundou “A Bola do Ténis”, o suplemento mensal de ténis publicado pelo jornal diário desportivo A Bola, uma iniciativa que teve a duração de um ano.
Possui igualmente um ‘site’ institucional na Internet com ‘links’ para todas as suas provas (www.premier-sports.org).

Pedro Frazão tem ainda a concessão da Vale do Lobo Tennis Academy e do Vilamouraténis.
No capítulo do fomento, a Premier Sports realiza, há três anos, a Tenismania, um programa que tem introduzido o ténis em escolas
secundárias algarvias. Finalmente, no que diz respeito ao dirigismo desportivo, Pedro Frazão é, actualmente, vice-presidente da
Associação de Ténis do Algarve.

Um torneio como o Vale do Lobo Ladies Open não gera receitas como, por exemplo, o Vale do Lobo Grand Champions Millennium bcp, mas, para Pedro Frazão, trata-se de uma iniciativa importante «para a dinamização do ténis na região numa época turística baixa e para o desenvolvimento do ténis feminino em Portugal, como se pode ver pelo facto de, só na fase de qualificação, termos todos os anos mais de uma dezena de tenistas nacionais».

_Autor: Hugo Ribeiro
Última Actualização: 15 de Janeiro de 2008 Copyright © 2007 Premier Sports, Lda